- Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, apelou à adesão à greve geral de 3 de junho para derrotar o pacote laboral.
- Milhares de pessoas desfilaram em Lisboa, entre Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, e anunciaram a greve.
- A CGTP acusa o Governo de promover “um dos maiores ataques de sempre” e afirma que houve nove meses sem discutir o pacote laboral.
- Exige uma subida de salários de 15%, não inferior a 150 euros, e aumentos intercalares onde os aumentos verificados foram insuficientes.
- Defende o fim de mecanismos de desregulação do horário, bancos de horas e adaptabilidade, e mantém as 35 horas semanais para todos.
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, fez um apelo aos trabalhadores para aderirem à greve geral marcada para 3 de junho. Na leitura de final de comício, ele disse que a participação na greve exprime indignação e a exigência de derrota do pacote laboral.
O Dia do Trabalhador foi assinalado com uma marcha em Lisboa, entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques. Milhares de trabalhadores participam no desfile, que decorreu ao longo de cerca de duas horas. Sindicatos de vários setores estiveram representados, incluindo educação, forças de segurança e transportes.
Tiago Oliveira afirmou que, após nove meses, o Governo continua sem abrir espaço para discussão sobre o conteúdo do pacote laboral. O líder sindical considerou o pacote um retrocesso para quem trabalha e reiterou o apelo à convergência de estruturas sindicais para a greve de 3 de junho.
O líder da CGTP apresentou reivindicações específicas, exigindo um aumento salarial de 15% (não inferior a 150 euros) para compensar o custo de vida. Propôs ainda aumentos intercalares onde os aumentos verificados sejam insuficientes, o fim de regulação excessiva do horário de trabalho, eliminação de bancos de horas e a adopção de 35 horas semanais para todos.
Além disso, Tiago Oliveira defendeu a eliminação de mecanismos que permitam desregulação do horário de trabalho e criticou o incumprimento constitucional como problema central. A manifestação incluiu participações de sindicalistas, trabalhadores, jovens e reformados, com slogans de apoio à greve e críticas ao pacote laboral.
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