- A eurodeputada Lídia Pereira defende um selo de qualidade voluntário para influenciadores financeiros, numa iniciativa votada esta quinta-feira em plenário.
- A literacia financeira em Europa é baixa: apenas 18% dos cidadãos têm um nível elevado, e quase metade dos adultos não possui poupanças para três meses de despesas.
- O selo, idealmente europeu, ficaria a cargo de cada Estado-membro na sua adoção, com a atribuição e supervisão a serem realizadas pelas autoridades competentes.
- Os influenciadores que pretendam o selo deverão cumprir critérios definidos quanto ao currículo e aos temas abordados; os critérios ainda não foram fixados.
- A proposta visa proteger o consumidor e permitir que informações financeiras recebidas noutros canais não tenham fins comerciais; também se fala em métricas para medir o impacto e no papel da inteligência artificial para combater conteúdos enganosos.
A eurodeputada Lídia Pereira defendeu, em plenário, a criação de um selo de qualidade para influenciadores financeiros, conhecido como finfluencers. A votação ocorreu esta quinta-feira no Parlamento Europeu, com a ideia de proteger os consumidores.
A relatora assinalou que apenas 18% dos cidadãos europeus têm literacia financeira elevada e que quase metade não possui poupanças suficientes para três meses de despesas. Os números são considerados alarmantes, segundo a parlamentar.
A proposta apresenta como novidade um selo voluntário de qualidade, idealmente europeu, mas cuja adoção fica a cargo de cada Estado‑Membro. O objetivo é promover informação dele sem fins comerciais.
Implementação e critérios
A atribuição do selo, bem como a supervisão, caberá às autoridades nacionais. A eurodeputada explicou que as regras ficarão definidas para que os finfluencers possam candidatar-se ao selo.
Para além disso, os candidatos devem cumprir critérios de currículo e dos temas abordados. A iniciativa visa reduzir a exposição a conteúdos patrocinados ou enganadores.
Contexto e objetivos
A medida insere-se num cenário em que grande parte do material sobre literacia financeira circula em redes sociais. A proposta não define critérios, deixando a cargo das autoridades o modelo de avaliação.
Pereira destacou a importância de medir o impacto das políticas, defendendo a criação de métricas para acompanhar a evolução da literacia financeira entre os cidadãos.
Desafios regulatórios e oportunidades
Apesar dos riscos das redes, a deputada sustenta que não é necessária nova legislação, pois o quadro existente já prevê mecanismos de controlo. A inteligência artificial pode ajudar a identificar conteúdos enganosos.
A dirigente apontou que a literacia financeira contribui para escolhas mais conscientes e para uma maior proteção do consumidor, especialmente em decisões como poupança, crédito e investimento.
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