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Centrais sindicais antecipam milhares no 1º de Maio e novas formas de luta

Centrais planeiam milhares nas ruas no 1.º de Maio e estudam nova greve geral, com iniciativas de Norte a Sul

"Há mês a mais para o meu salário": Trabalhadores assinalam 1.ºde Maio
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  • CGTP e UGT vão assinalar o 1.º de Maio com milhares de trabalhadores de Norte a Sul, incluindo potenciais novas formas de luta e a possível convocação de uma greve geral.
  • A CGTP aponta mais de 33 iniciativas em várias regiões para denunciar o custo de vida, o preço dos combustíveis e a inércia do Governo perante a situação.
  • O objetivo é derrotar o pacote laboral, que a central acusa de servir os interesses dos grandes patrões.
  • Em Lisboa, ocorre a corrida do Dia do Trabalhador e um desfile entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, com comício de Tiago Oliveira; no Porto, há uma manifestação na Avenida dos Aliados com intervenção de Filipe Pereira.
  • A UGT realiza atividades no Jamor, com corrida, sessões e tendas de sindicatos; há divulgação de propostas de alteração ao Código do Trabalho e a atuação de Mário Mourão e Lucinda Dâmaso.

A CGTP e a UGT vão assinalar o 1.º de Maio com iniciativas de Norte a Sul do país, mobilizando milhares de trabalhadores. O objetivo é denunciar as dificuldades vividas com o custo de vida e contestar o que consideram o ataque do pacote laboral do Governo.

Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, apontou que existem mais de 33 iniciativas em várias regiões, com foco na luta contra o aumento dos preços e na falta de resposta institucional. A central também anunciou a possibilidade de uma nova greve geral.

A intersindical promete ruas, praças e avenidas cheias de trabalhadores, mantendo a mobilização ao longo dos últimos meses. A ideia é pressionar o Governo a alterações laborais consideradas prejudiciais.

Ações previstas pela CGTP

Entre os eventos, destaca-se a corrida do Dia do Trabalhador, com saída e chegada no Estádio 1.º de Maio, em Lisboa. A partir das 14:30, segue-se um desfile entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, com um comício principal de Tiago Oliveira.

Na Avenida dos Aliados, no Porto, está prevista uma manifestação a partir das 15:00, com intervenção de Filipe Pereira, coordenador da União de Sindicatos do Porto. A CGTP-IN também participará no evento portuense.

Ações previstas pela UGT

A UGT assinala as comemorações no Centro Desportivo Nacional do Jamor, em Oeiras, com início às 10:30, incluindo a corrida UGT que deverá reunir centenas de participantes. Seguir-se-ão sessões de treino e workshops sobre violência e mobilidade, junto de cerca de 35 tendas de sindicatos filiados.

Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, e Lucinda Dâmaso, presidente da UGT, além de Mário Mourão, secretário-geral da CGTP, participam nas intervenções programadas para a manhã de homenagem aos trabalhadores.

Perspetivas do sindicalismo

Sérgio Monte, secretário-geral adjunto da UGT, afirmou que a participação deverá superar as estimativas, refletindo o atual momento social. Aduz que o 1.º de Maio junta festa e luta, com propostas do sindicato para o Código do Trabalho.

A UGT reiterou a sua posição sobre o pacote laboral: mantém propostas de alterações, especialmente ao banco de horas, outsourcing, serviços mínimos e restrições à atividade sindical. O Governo tem negociações marcadas para maio.

Contexto político e negociações em curso

As propostas da UGT surgem em pleno debate público sobre o pacote laboral. Em 23 de abril, a ministra do Trabalho pediu aproximação, enquanto a Concertação Social deverá reunir a 7 de maio para encerrar o processo negocial.

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