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BPCE paga 300 milhões para concluir compra do Novo Banco

BPCE fecha aquisição do Novo Banco por 6,7 mil milhões de euros, mais 300 milhões face ao previsto, ficando com 100% do capital

CEO do BPCE, Nicolas Namias, e do Novo Banco, Mark Bourke
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  • O BPCE concluiu a compra do Novo Banco por 6,7 mil milhões de euros, acima dos 6,4 mil milhões inicialmente previstos.
  • O preço final de aquisição fixou‑se em 6,5 mil milhões de euros em 31 de dezembro de 2025, com um múltiplo preço/lucros de 7,85 vezes, baseado num lucro líquido de 828 milhões de euros em 2025.
  • Até 30 de abril de 2026, o custo total da aquisição subiu para 6,7 mil milhões de euros, devido ao aumento do capital próprio do Novo Banco nos primeiros quatro meses do ano.
  • O BPCE passa a deter 100% do Novo Banco, que antes tinha 75% nas mãos do Lone Star, com o restante propriedade do Estado (11,46%) e do FdR (13,54%).
  • O negócio superou a oferta da Caixabank e reforça a presença do BPCE em Portugal, onde já opera com o Banco Primus, a financeira Oney e um centro financeiro no Porto.

O BPCE fechou a compra do Novo Banco por 6,7 mil milhões de euros, desembolso superior ao inicialmente acordado. O negócio garante ao grupo francês 100% do capital da instituição financeira, separada do BES “mau” e do BES “bom”.

O preço final reflete um ajuste face ao valor inicial de 6,4 mil milhões, após o crescimento dos resultados do Novo Banco. Em 31 de dezembro de 2025, o preço era fixado em 6,5 mil milhões, com base num lucro líquido de 828 milhões de euros. O aumento para 6,7 mil milhões ocorreu até 30 de abril de 2026, devido ao aumento de capital próprio do banco nos primeiros meses de 2026.

O Novo Banco era vendido ao BPCE em 2023, após uma negociação que envolveu o fundo Lone Star, detentor de 75% do capital, com o Estado e o FdR equivalentes a 25%. A 2024/2025 havia já sido referido um acordo por 6,4 mil milhões. O acordo reconhece todos os detentores de capital e implica uma alteração significativa no controlo do banco.

O BPCE venceu a concorrência na corrida à aquisição, superando propostas de outras instituições, nomeadamente o Caixabank, atual proprietária do BPI. A conclusão do negócio amplia a presença do grupo francês em Portugal, com o BPCE já ativo no mercado nacional através do Banco Primus, da financeira Oney e de um centro financeiro no Porto.

A assinatura do negócio foi acompanhada pela comunicação oficial do BPCE, que expressou satisfação com a transação e reforçou o compromisso de longo prazo com Portugal. O CEO Nicolas Namias destacou o alinhamento com o projeto estratégico Vision 2030 e agradeceu as equipas envolvidas e às autoridades portuguesas pela confiança.

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