- O BPCE concluiu a compra do Novo Banco por 6,7 mil milhões de euros, acima dos 6,4 mil milhões inicialmente previstos.
- O preço final de aquisição fixou‑se em 6,5 mil milhões de euros em 31 de dezembro de 2025, com um múltiplo preço/lucros de 7,85 vezes, baseado num lucro líquido de 828 milhões de euros em 2025.
- Até 30 de abril de 2026, o custo total da aquisição subiu para 6,7 mil milhões de euros, devido ao aumento do capital próprio do Novo Banco nos primeiros quatro meses do ano.
- O BPCE passa a deter 100% do Novo Banco, que antes tinha 75% nas mãos do Lone Star, com o restante propriedade do Estado (11,46%) e do FdR (13,54%).
- O negócio superou a oferta da Caixabank e reforça a presença do BPCE em Portugal, onde já opera com o Banco Primus, a financeira Oney e um centro financeiro no Porto.
O BPCE fechou a compra do Novo Banco por 6,7 mil milhões de euros, desembolso superior ao inicialmente acordado. O negócio garante ao grupo francês 100% do capital da instituição financeira, separada do BES “mau” e do BES “bom”.
O preço final reflete um ajuste face ao valor inicial de 6,4 mil milhões, após o crescimento dos resultados do Novo Banco. Em 31 de dezembro de 2025, o preço era fixado em 6,5 mil milhões, com base num lucro líquido de 828 milhões de euros. O aumento para 6,7 mil milhões ocorreu até 30 de abril de 2026, devido ao aumento de capital próprio do banco nos primeiros meses de 2026.
O Novo Banco era vendido ao BPCE em 2023, após uma negociação que envolveu o fundo Lone Star, detentor de 75% do capital, com o Estado e o FdR equivalentes a 25%. A 2024/2025 havia já sido referido um acordo por 6,4 mil milhões. O acordo reconhece todos os detentores de capital e implica uma alteração significativa no controlo do banco.
O BPCE venceu a concorrência na corrida à aquisição, superando propostas de outras instituições, nomeadamente o Caixabank, atual proprietária do BPI. A conclusão do negócio amplia a presença do grupo francês em Portugal, com o BPCE já ativo no mercado nacional através do Banco Primus, da financeira Oney e de um centro financeiro no Porto.
A assinatura do negócio foi acompanhada pela comunicação oficial do BPCE, que expressou satisfação com a transação e reforçou o compromisso de longo prazo com Portugal. O CEO Nicolas Namias destacou o alinhamento com o projeto estratégico Vision 2030 e agradeceu as equipas envolvidas e às autoridades portuguesas pela confiança.
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