- O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, teve de alienar ações de empresas cotadas que comprou em janeiro de 2026, para além das que adquiriu em dezembro de 2025.
- Em janeiro de 2026, as ações compradas incluíram Nestlé e The Navigator Company, SA, com reforços em Galp Energia SGPS, SA e Jerónimo Martins SGPS, SA.
- O BCE informou que, após a análise, as aquisições não podiam manter-se, tendo-se feito a regularização com a alienação até ao final de junho de 2026.
- O governador comunicou atempadamente estas operações ao BCE e também prestou informações sobre o seu património à Entidade para a Transparência a 15 de janeiro de 2026.
- A doação das mais-valias resultantes da venda foi feita a uma instituição de responsabilidade social; o Banco de Portugal não revelou os valores envolvidos.
O Banco de Portugal revelou que o governador Álvaro Santos Pereira teve de desfazer a maioria das ações que comprou em dezembro de 2025, e também vendeu ativos adquiridos em janeiro de 2026. O registo pertence à comunicação de interesses ao BCE e à Entidade para a Transparência.
Segundo o banco central, em janeiro de 2026 o governador comprou ações da Nestlé e da The Navigator Company, e reforçou posições na Galp Energia e na Jerónimo Martins. As operações ficaram refletidas na comunicação para o BCE.
A comunicação indica ainda que as transações com ativos não sujeitas à supervisão do Banco de Portugal foram comunicadas atempadamente ao BCE, no âmbito do exercício anual de declaração de interesses de 2026.
O jornal Público havia noticiado, na semana passada, que Santos Pereira adquirir ações da Galp e da Jerónimo Martins em dezembro de 2025, dois meses após tomar posse, e que estas teriam ficado registadas em janeiro.
Após a análise do BCE, o governador teve de reverter as transações, segundo o Banco de Portugal. O processo de regularização foi definido pela instituição financeira europeia.
O banco central acrescenta que Santos Pereira decidiu doar as mais-valias geradas com a venda das ações para uma instituição de responsabilidade social, como parte da regularização.
Não foram tornados públicos os valores envolvidos nas aquisições nem os montantes obtidos com as vendas. As informações sobre o património são apresentadas pela Entidade para a Transparência.
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