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Interesse por Cuba atinge mínimos históricos

Entre janeiro e março, Cuba recebeu 298.057 turistas, menos 48% face ao ano anterior, agravando a crise do turismo e impactos na economia

Visitantes afastam-se de Cuba devido à forte crise que afeta o país
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  • Entre janeiro e março, Cuba recebeu 298.057 turistas internacionais, menos 48% do que no mesmo período do ano anterior.
  • Em março chegaram 35.561 visitantes, após 77.663 em fevereiro e 184.833 em janeiro.
  • As origens mais relevantes foram Canadá (124.794 turistas) e Rússia (20.917), com quedas de 55,2% e 37,5%, respetivamente.
  • As visitas da comunidade cubana ao estrangeiro caíram 32,8%, totalizando 34.233 pessoas.
  • Em 2025, Cuba teve pouco mais de 1,8 milhões de visitantes estrangeiros, frente à meta de 2,6 milhões; o setor vinha em crise desde 2025, com impactos da pressão norte-americana e do bloqueio petrolífero.

O turismo em Cuba registrou números historicamente baixos no primeiro trimestre de 2026. Entre janeiro e março, o país recebeu 298.057 visitantes internacionais, uma quebra de 48% face ao mesmo período de 2025, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Informação (ONEI).

Em março chegaram 35.561 turistas, após 77.663 em fevereiro e 184.833 em janeiro. A média mensal dos primeiros três meses de 2026 situou-se perto dos 250 mil visitantes, valor inferior às registadas entre 2023 e 2024.

Queda por origem de turistas

Entre os principais mercados, o Canadá aportou 124.794 turistas no trimestre, enquanto a Rússia registou apenas 20.917, quedas de 55,2% e 37,5% respetivamente. A redução da procura por parte de viajantes russos e canadianos ajuda a explicar o recuo global.

As visitas da comunidade cubana no estrangeiro também diminuíram, em 32,8%, totalizando 34.233 pessoas no período. O ONEI aponta impacto de fatores económicos e geopolíticos na mobilidade da diáspora.

Contexto económico e operacional

O turismo, setor-chave da economia cubana, já enfrentava dificuldades em 2025, com os piores números desde 2002, excetuando os anos de pandemia. A pressão externa, incluindo o embargo dos Estados Unidos, tem contribuído para desafios no abastecimento de combustível e operações hoteleiras.

Desde o início do ano, várias rotas aéreas, sobretudo do Canadá e da Rússia, foram afetadas pela escassez de combustível. Além disso, muitos hotéis fecharam temporariamente por falta de clientela, agravando as perspetivas do setor.

Tendências e perspetivas

A incerteza sobre a evolução das tensões entre Washington e Havana, bem como as consequências da carência de combustível, mantêm o turismo cubano em terreno sensível. Estima-se que o país tenha recebido pouco mais de 1,8 milhões de visitantes estrangeiros em 2025, abaixo da meta de 2,6 milhões.

Para 2024, o número total foi de 2,2 milhões, e em 2023 alcançou 2,4 milhões, de acordo com dados oficiais. As autoridades cubanas continuam a monitorizar o desempenho e a adaptar estratégias para atrair visitantes.

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