- Bancos não veem razões para alterar os critérios de concessão de crédito às famílias no segundo trimestre, tanto para habitação como para consumo, mantendo spreads, prazos e avaliação de solvabilidade.
- Ainda assim, prevê-se uma procura menor de novos empréstimos no segundo trimestre para habitação e para consumo, após o aumento observado no primeiro trimestre.
- Para as empresas, incluindo PME, os critérios devem ficar ligeiramente mais restritivos no segundo trimestre, especialmente em empréstimos de longo prazo.
- No primeiro trimestre, a procura aumentou tanto para habitação como para consumo, mas houve um ligeiro aumento das rejeições de pedidos de crédito a particulares, devido aos critérios mais apertados; para empresas, o acesso a financiamento ficou mais difícil, compensado pela maior concorrência entre instituições.
- Observou-se aumento do spread em empréstimos de maior risco para PME, e maior restritividade relacionada com a maturidade dos empréstimos; por outro lado, houve redução da taxa de juro, do spread e de comissões em crédito de risco médio, tanto para PME como para grandes empresas.
Os bancos prevêem menor procura de crédito à habitação no segundo trimestre, mantendo, no entanto, os critérios de concessão inalterados para famílias. O Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, divulgado pelo BdP, detalha as perspetivas para habitação e consumo.
No que toca a novos empréstimos a empresas, os bancos participantes admitem critérios ligeiramente mais restritivos para PME e para financiamentos de longo prazo. A mudança ocorre num contexto de avaliação mais cautelosa de riscos por parte das instituições.
Entre particulares, os critérios de concessão mantêm-se estáveis em termos de spreads, prazos de contrato e avaliação de solvabilidade. Contudo, prevê-se uma redução da procura de crédito para habitação e para consumo entre abril e junho.
Os bancos registaram, no primeiro trimestre, uma procura já elevada de crédito, com a habitação a puxar o aumento devido ao regime regulamentar e fiscal do mercado. O consumo também contribuiu, por via de empréstimos garantidos por imóveis.
A procura por crédito para habitação recuaria no segundo trimestre, acredita-se, mantendo o impacto de incentivos como isenções de IMT e de imposto do selo. O mercado da habitação ajudou a sustentar a procura no início do ano.
Para as empresas, o acesso a financiamento ficou mais difícil no primeiro trimestre, sinalizando maior risco percebido. A atuação concorrencial entre instituições moderou esse efeito de forma limitada.
O Inquérito aponta um aumento do spread em empréstimos de maior risco para empresas, com PME a sofrer também maior restrição de maturidade. Em contrapartida, houve queda de juros e spreads em modalidades de risco médio.
O questionário foi enviado aos bancos em 19 de março de 2026, com respostas recebidas até 6 de abril, e abrange o mercado nacional de crédito. Os dados consolidam a percepção de estabilidade em alguns critérios e maior prudência em outros setores.
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