- A venda do Novo Banco à BPCE ficou fechada a 30 de abril, após a assembleia geral que permitiu a entrada do comprador francês.
- O preço acordado supera os 6,4 mil milhões de euros, com fontes a indicar que o montante final é superior ao valor inicial.
- A BPCE vai adquirir 75% do Lone Star, 14% do Fundo de Resolução e 11% diretamente detidos pelo Tesouro, mantendo o controlo do banco.
- Em 2025, o Novo Banco registou lucros de 828 milhões de euros, com previsão de distribuir até cerca de 500 milhões aos acionistas, retidos para o comprador.
- A confirmação do montante exato não foi divulgada; a operação contou com aprovação do Banco Central Europeu, da Comissão Europeia e da representação dos trabalhadores.
O BPCE vai adquirir o Novo Banco por mais de 6,4 mil milhões de euros. A venda ficou fechada a 30 de Abril, um dia após a assembleia geral que abriu espaço para a entrada do investidor francês. O negócio conta com supervisão europeia.
Entre 2025 e 2026, o BPCE assumiu encargos adicionais na aquisição, ainda que o Novo Banco tenha registado lucros recorde. O montante final deverá superar o valor inicial de referência de 6,4 mil milhões, segundo informações apuradas.
O acordo envolve a compra de 75% do Lone Star, 14% do Fundo de Resolução e 11% do Tesouro. Os montantes exatos do preço não foram divulgados pelas partes até ao momento da publicação.
Preço e condições
A soma efetiva paga pode exceder o valor inicial de referência de 6,4 mil milhões. Em compras bancárias, ajustes por evolução patrimonial costumam ocorrer ao longo do processo. Fontes próximas do negócio indicam que o montante final é ainda por confirmar.
Entre a assinatura do memorando e o encerramento, o Novo Banco vendeu uma carteira de crédito ao consumo sob a marca Unibanco. Uma decisão do Constitucional anulou um adicional de solidariedade nas contas do banco.
Estrutura acionista e futuro
O BPCE passa a deter maior participação no banco. A saída de administradores ligados ao Lone Star deve ocorrer na assembleia subsequente, com redefinição de estatutos e escolha de novo auditor para evitar conflitos de interesse.
O acordo foi sujeito à aprovação do Banco Central Europeu, da Comissão Europeia e da estrutura dos trabalhadores do banco. O objetivo é manter o atual líder, Mark Bourke, no topo da gestão após a entrada do novo acionista.
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