- Em 2025 a carga fiscal sobre salários na OCDE subiu pelo quarto ano consecutivo, em 0,15 pontos percentuais, para uma média de 35,1% dos custos laborais.
- Dos 38 países, 24 registaram aumento, 11 baixaram e 3 mantiveram-se.
- Maior subida relativa: Reino Unido, com +2,45 p.p. (agora 32,4%), seguidos pela Estónia (+1,95 p.p. para 42,6%), Alemanha (+1,34 p.p. para 49,3%) e Israel (+1,09 p.p. para 26,1%).
- Quedas significativas em Itália (-1,21 p.p. para 45,8%), Letónia (-1,44 p.p. para 40,1%) e Austrália (-1,67 p.p. para 27,9%).
- Países com maior carga fiscal: Bélgica, 52,5%; Alemanha, 49,3%; França, 47,2%; Áustria, 47,1%; Itália, 45,8%. Estados Unidos, 30%; Nova Zelândia, 20,8%; México, 21,7%; Chile, 7,5%; Colômbia, 0% (com tratamento especial para rendimentos). A OCDE avisa que o aumento penaliza o trabalho e a contratação.
A fiscalidade sobre os salários em 2025 aumentou na maioria dos países da OCDE pelo quarto ano consecutivo, atingindo o nível máximo desde 2018. A média global passou a 35,1% dos custos laborais, face a 34,96% em 2024.
Para uma referência de salário médio, solteiro sem filhos, a carga fiscal subiu 0,15 pontos percentuais no conjunto dos membros, com 24 dos 38 países a registarem aumentos, 11 a diminuírem e três sem alteração.
O Reino Unido destacou-se pela maior subida relativa, com 2,45 pontos adicionais, ainda assim ficando abaixo da média, em 32,4%. A Estónia (1,95 p.p.), a Alemanha (1,34 p.p.) e Israel (1,09 p.p.) também registaram aumentos relevantes.
Países com maior e menor carga fiscal
Em sentido contrário, Itália (‑1,21 p.p.), Letónia (‑1,44 p.p.) e Austrália (‑1,67 p.p.) viram quedas expressivas, modificando o ranking de encargos salariais.
A Bélgica manteve a liderança, com 52,5% de carga sobre o salário, seguida pela Alemanha (49,3%), França (47,2%), Áustria (47,1%) e Itália (45,8%). Os Estados Unidos mantêm-se abaixo da média, com 30%.
Entre os quatro últimos, Nova Zelândia soma 20,8%, e aparecem três dos quatro membros latino-americanos: México 21,7%, Chile 7,5% e Colômbia 0%.
Custo total da mão-de-obra e impacto económico
No total da mão-de-obra, a Alemanha apresenta o maior custo, com 113.595 dólares em paridade de poder de compra. Seguem-se Suíça (113.350) e Bélgica (111.350).
Luxemburgo, Áustria e Países Baixos aparecem no grupo com custos elevados, acima de 100 mil dólares. Os quatro membros latino-americanos (Costa Rica, Chile, México e Colômbia) ocupam as posições mais baixas.
Observações da OCDE
A OCDE nota que o aumento da carga fiscal tende a diminuir incentivos ao trabalho e à contratação, reduzindo o salário líquido e aumentando os custos para as empresas. As tendências variam entre os países, conforme estruturas de imposto e contributos sociais.
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