- O governo espanhol aprovou um plano de habitação pública, no valor de 7 mil milhões de euros, com o objetivo de travar o aumento das rendas.
- O plano duplica o investimento público em habitação nos próximos quatro anos e garante que a habitação subsidiada não possa ser reclassificada após poucos anos.
- Cerca de 40% das verbas destinam-se a aumentar a oferta de habitação pública, 30% à renovação de imóveis e o restante a subsídios, com foco especial nos jovens.
- O pacote inclui fundos para tornar casas mais eficientes energeticamente e para construir em zonas despovoadas, bem como apoios a inquilinos e compradores jovens.
- A ministra da Habitação, Isabel Rodríguez, disse que é um acordo significativo para enfrentar o principal problema atual, com o CIS a indicar a habitação entre as maiores preocupações da população.
O governo espanhol aprovou um plano de habitação pública no valor de 7 mil milhões de euros, designado para travar o aumento das rendas e impulsionar o fornecimento de casas a preços acessíveis. A medida, anunciada na sequência de análises sobre a crise habitacional, visa reduzir a pressão sobre o mercado.
O pacote triplica o investimento público em habitação nos próximos quatro anos e impede que habitações subsidiadas sejam reclassificadas ao fim de alguns anos. Inclui ainda apoios dirigidos a jovens inquilinos e a compradores de casa, numa tentativa de estabilizar o mercado.
Cerca de 40% do orçamento destina-se a aumentar a oferta de habitação pública, considerando as lacunas existentes face à média europeia. O governo prevê que 30% vá para renovação de imóveis, com foco em eficiência energética e desenvolvimento em áreas despovoadas.
O restante será canalizado para subsídios, com ênfase nos jovens. A ministra da Habitação, Isabel Rodríguez, destacou que o acordo representa um compromisso orçamental sólido para enfrentar o problema dominante. O CIS indica que a habitação é uma das maiores preocupações dos cidadãos.
Custos da habitação em Espanha registaram, no final de 2025, um aumento homólogo de quase 13%, segundo o Eurostat. A Espanha situa-se perto do fundo da OCDE em habitação pública para arrendamento, com menos de 2% do parque disponível, abaixo da média de 7% na OCDE. França, Reino Unido e Países Baixos apresentam percentuais superiores.
Historicamente, Espanha utilizou fundos públicos para construir habitação que posteriormente passava para o setor privado, retirando-a do parque habitacional público. O novo plano procura inverter esse percurso e manter o parque em regime público por mais tempo.
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