- O secretário executivo da UGT anunciou que vai votar contra o pacote laboral; a decisão final fica para quinta-feira.
- Carlos Alves, também responsável pelo gabinete jurídico, afirmou que não houve progressos nos aspetos mais importantes e não sabe se a posição é maioritária no Secretariado Nacional, que se reúne amanhã.
- O secretário-geral adjunto Sérgio Monte disse estar “quase certo” de que a maioria dos sindicalistas votará contra as alterações.
- O Presidente da República vai receber os parceiros sociais numa última tentativa de acordo; o Governo confia que a UGT preserve o diálogo e, se não houver acordo, o pacote poderá seguir para o parlamento com alterações.
- O líder da bancada do PSD, Hugo Soares, indicou que os três maiores partidos deverão dialogar no âmbito parlamentar, incluindo Chega e PS.
O movimento dentro da UGT em relação ao acordo laboral ganhou força nos últimos dias, com novos avisos de oposição por parte de dirigentes da central. O secretário executivo responsável pelo gabinete jurídico informou que votará contra o pacote, destacando a falta de progressos nos aspetos-chave. Ainda assim, não é claro se esta será a posição majoritária no Secretariado Nacional, que se reúne para decidir.
O secretário-geral adjunto indicou ter quase a certeza de que a maioria dos sindicalistas tende a rejeitar as alterações, estimando que cerca de 85 representantes votem nesse sentido. Enquanto isso, o Presidente da República está a receber os parceiros sociais numa tentativa de uma saída de consenso.
O Executivo, segundo a ministra do Trabalho, aposta que a UGT continuará a manter o hábito de diálogo e reforma para melhorar as condições dos trabalhadores. Caso não haja acordo, o caminho poderá passar pelo envio do pacote ao parlamento, com a garantia de que o documento não será igual ao anteprojeto original.
Entretanto, o líder da bancada do PSD adianta que, na negociação parlamentar, os três maiores partidos terão de dialogar. O objetivo é definir uma posição comum entre PSD, PS e Chega, em face das evoluções em curso.
O desfecho das negociações permanece em aberto, com a data prevista para decisão final a chegar ainda esta quinta-feira. Enquanto isso, a tensão entre as partes envolvidas mantém-se, à espera de um desfecho que garanta condições laborais mais estáveis.
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