- O presidente do IEFP, Domingos Lopes, afirmou que o desemprego jovem resulta de um desajustamento entre qualificações e oportunidades de emprego.
- A maioria dos jovens não está desempregada por escassez de trabalho, mas por desajuste entre as qualificações e as ofertas disponíveis.
- Há um número significativo de jovens com escolaridade obrigatória que não aceitam qualquer oferta, enquanto algumas empresas não reconhecem competências.
- O IEFP está a trabalhar em medidas direcionadas para facilitar a entrada no mercado de trabalho.
- Mesmo com competências intermédias, muitos jovens rumam ao estrangeiro na procura de melhores oportunidades, o que reforça a necessidade de alinhamento entre mercado e expectativas.
O presidente do IEFP, Domingos Lopes, afirmou, numa intervenção na 3.ª Conferência Anual do Trabalho, em Lisboa, que persiste um desajustamento entre as qualificações dos jovens e as ofertas do mercado de trabalho. A intervenção ocorreu na terça-feira.
Lopes explicou que a maior parte dos jovens não está desempregada por falta de vagas, mas por não corresponderem às necessidades das empresas. O IEFP aponta ainda que muitos jovens com escolaridade obrigatória não aceitam qualquer oferta.
Para o responsável, há um grupo relevante de jovens com dificuldades de entrada no mercado, e o instituto está a trabalhar em medidas específicas para este público. O objetivo é que o mercado aceite as competências dos jovens, conforme afirmou.
Desajustamento entre qualificações e mercado
O IEFP identificou ainda que alguns empregadores não reconhecem as competências dos jovens, o que agrava o problema de entrada no mercado. O instituto prepara ações para melhorar o enquadramento profissional.
Segundo Lopes, muitos jovens com qualificações intermédias acabam por procurar oportunidades no estrangeiro, em busca de melhores ofertas. O IEFP pretende promover programas de qualificação e estágios para reduzir a fuga de talentos.
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