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França corta despesa pública em 6 mil milhões para compensar custos da guerra

França corta 6 mil milhões de euros na despesa pública para cobrir custos da guerra no Médio Oriente, com reduções na administração e nas políticas sociais

Dinheiro
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  • França vai cortar 6.000 milhões de euros na despesa pública para compensar custos da guerra no Médio Oriente.
  • O corte prevê 4.000 milhões de euros em despesas da administração do Estado e 2.000 milhões em rubricas sociais.
  • Os cortes foram anunciados por David Amiel, no final de uma reunião do comité de alerta das finanças públicas.
  • Os custos adicionais devem refletir, em grande parte, aumentos no financiamento da dívida, estimados em cerca de 3.5 mil milhões de euros neste ano.
  • O Governo prepara ainda um plano de apoio seletivo para atenuar o aumento do preço dos combustíveis, com medidas previstas para transportadores, agricultores, pescadores e famílias de baixos rendimentos, num pacote de 130 milhões de euros; o primeiro-ministro Sébastien Lecornu deverá apresentar mais detalhes em breve.
  • A Comissão Económica reviu para baixo o crescimento em 2026, passando de 1% para 0,9%.

O Governo francês anunciou cortes de 6 mil milhões de euros na despesa pública para compensar os custos da guerra no Médio Oriente, devido à pouca margem de manobra no défice. A decisão foi tornada pública na terça-feira pelo executivo.

O plano, apresentado pelo ministro da Ação e Contas Públicas, David Amiel, prevê 4 mil milhões de euros de redução nas despesas da administração do Estado e 2 mil milhões em rubricas sociais. A medida surge num contexto de aumentos dos encargos com a dívida pública.

O ministro da Economia, Roland Lescure, indicou que o impacto do conflito pode variar entre 4 mil milhões e 6 mil milhões de euros, com a maior parcela a dever-se ao custo adicional de financiamento da dívida, estimado em cerca de 3,5 mil milhões este ano. A estimativa foi apresentada antes de outras deliberações governamentais.

Estas decisões foram anunciadas ao fim da reunião do comité de alerta das finanças públicas, que contou com a presença de representantes parlamentares, municipais, da Segurança Social, bem como de sindicatos e de organizações patronais.

Medidas de apoio e contexto político

Pouco antes, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu tem prevista a divulgação de um plano de apoio seletivo para mitigar o aumento do preço dos combustíveis, dirigido a coletivos especialmente afetados, com foco em transportadores, agricultores, pescadores e famílias de rendimentos mais baixos, num montante de cerca de 130 milhões de euros.

O Governo também atualizou recentemente as perspetivas de crescimento para 2026, revendo-as para baixo para 0,9%, face ao cenário anterior de 1%. A atualização enquadra as medidas de contenção orçamental e o balanço fiscal diante das pressões económicas associadas ao conflito regional.

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