- A Mutualista Montepio Geral queria mais dividendos do Banco Montepio e chegou a pedir uma duplicação face a 2025.
- O Banco Montepio, presidido por Pedro Leitão, rejeitou aumentar ainda mais a remuneração, defendendo equilíbrio com a solidez de capital num momento de incerteza.
- A divergência marca o fim de mandato, com Virgílio Lima a manter a liderança na Mutualista.
- Pedro Leitão admite ter um plano a meio por cumprir para a próxima gestão.
- Leitão vai deixar a liderança do Banco Montepio por decisão da administração de Virgílio Lima.
O Banco Montepio e a Mutualista Montepio Geral estão numa fase de divergência sobre a política de dividendos. A Mutualista pretendia ver aumentada a remuneração, chegando mesmo a falar em duplicar o montante face a 2025, mas essa hipótese não avançou. A divergência marca o atual fim de mandato em curso.
A presidência do Banco Montepio permanece associada a Pedro Leitão, enquanto Virgílio Lima lidera a Mutualista. Segundo a assessoria do PÚBLICO, a posição do presidente do banco baseia-se na necessidade de manter o equilíbrio entre remuneração e solidez de capital, sobretudo em circunstâncias de incerteza económica.
O desfecho desta tensão ocorre numa conjuntura que envolve uma gestão com planos a meio por cumprir. Pedro Leitão vai deixar o comando do Banco Montepio por decisão da administração de Virgílio Lima, com o presidente da Mutualista a reconhecer que existe um projeto estratégico por concluir para a próxima gestão.
Mais detalhes sobre as negociações e sobre a forma de remunerar a estrutura acionista não foram divulgados pela instituição. O Banco Montepio e a Mutualista não divulgaram comunicados adicionais neste momento. As informações surgem a partir de declarações à imprensa e de fontes próximas às partes.
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