- A Xfin apoiou a contratualização de 12.900 empréstimos para compra de habitação no ano passado, +43% face a 2021.
- O segmento jovem até 35 anos entra no mercado com margens financeiras reduzidas e elevada taxa de esforço, aumentando a vulnerabilidade a subidas de taxas de juro.
- A subida das taxas de juro, a opção por taxas mistas e a escassez de oferta de casas tornam o cenário financeiro dos jovens mais desafiante.
- Mesmo com o crescimento, os jovens enfrentam dificuldades para manter compromissos de longo prazo.
- O relatório defende políticas que promovam a estabilidade e a acessibilidade no mercado imobiliário para reduzir vulnerabilidade financeira.
A Xfin, intermediária de crédito portuguesa, facilitou a contratação de 12.900 empréstimos para compra de habitação no ano passado, um aumento de 43% face a 2021. O foco recai sobre jovens até aos 35 anos, que entram no mercado com margens financeiras reduzidas e elevada taxa de esforço.
Os dados indicam que este grupo acessa o crédito com maior vulnerabilidade frente a uma subida das taxas de juro. O reforço do apoio da Xfin tem permitido contratar financiamento, mas as condições de mercado elevam o peso financeiro para quem assume compromissos de longo prazo.
A subida das taxas, a opção por taxas mistas e a escassa oferta de imóveis acessíveis agravam o desafio. O estudo aponta que, apesar do crescimento, manter a sustentabilidade financeira continua a depender de fatores como o custo de habitação e o serviço da dívida.
Contexto de mercado
A falta de oferta de casas acessíveis e o encarecimento do crédito criam barreiras adicionais para a primeira aquisição. Entidades financeiras e mercado imobiliário enfrentam pressão para assegurar estabilidade financeira deste segmento.
A análise conclui que o maior acesso financeiro, impulsionado por entidades como a Xfin, não elimina a necessidade de políticas que promovam acessibilidade e previsibilidade no mercado imobiliário. A proteção dos jovens compradores passa pela sustentabilidade a longo prazo.
Implicações para políticas públicas
O crescimento do crédito a jovens evidência inclusão financeira, mas expõe fragilidades ante juros elevados. Reguladores e banca devem considerar medidas que garantam equilíbrio entre crescimento do mercado e proteção do poder de compra.
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