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China busca eliminar a hegemonia do dólar, sem ter moeda dominante

Nuno Cassola afirma que a China quer banir a hegemonia do dólar sem assumir moeda dominante; revela tensões EUA‑Europa e fragilidades da cooperação

Para Nuno Cassola, "um sistema monetário internacional baseado numa moeda dominante é um contra-senso"
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  • Nuno Cassola, ex-chefe da secção de Gestão de Liquidez do Banco Central Europeu, revelou ter vinte anos de experiência no BCE.
  • Afirmou ter visto documentos enviados ao BCE pela Federal Reserve, nos quais os EUA “dão ordens para acabar com a cooperação com os europeus”.
  • O economista, doutorado pela Universidade de Kent e atual professor na Universidade de Milão Bicocca, sustenta que a estabilidade financeira nunca existiu e que o dólar é um fator permanente de disrupção.
  • Assinalou intenções da China de terminar com a hegemonia do dólar, mas sem desejar que outra moeda se imponha como dominante.
  • Relatou ter sentido a animosidade de Donald Trump para com a Europa quando os EUA permitiram a falência de um banco na Letónia, afirmando que os problemas globais exigem cooperação internacional, o que não vê neste momento.

O economista Nuno Cassola, ex-chefe da secção de Gestão de Liquidez do Banco Central Europeu (BCE), revelou numa entrevista, pela primeira vez, detalhes sobre o acesso a documentos enviados ao BCE pela Federal Reserve. Segundo o pesquisador, os EUA teriam dado ordens para interromper a cooperação com os europeus.

Cassola, doutorado pela Universidade de Kent e atual professor na Università degli Studi di Milano-Bicocca, afirmou que a estabilidade financeira global nunca foi alcançada e que o dólar continua a ser um pilar de afirmação dos Estados Unidos, mas também um fator de disrupção permanente no sistema económico.

O economista sustenta que a China procura pôr fim à hegemonia do dólar, embora não persiga ter uma moeda dominante por si só. A afirmação surge no contexto de críticas às dinâmicas de poder monetário entre grandes economias e à influência do dólar nas transações internacionais.

Na entrevista, Cassola recorda ainda a alegada animosidade de Donald Trump para com a Europa, ao descrever um episódio em que um banco vela para o bazar financeiro na Letónia foi levado à falência sem aviso ou justificação. Os entrevistados assinalam que problemas globais exigem cooperação internacional constante.

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