- A Autoridade da Concorrência (AdC) está a investigar as operadoras de telecomunicações Meo, Nos e Vodafone por indícios de práticas concertadas para fixar preços da Internet em escolas, alunos carenciados e docentes.
- Foram realizadas buscas pelas suspeitas de cartel no âmbito de um programa financiado com fundos europeus.
- Alegadamente, conteúdos de telefone de um administrador das operadoras foram copiados durante o processo de investigação.
- As investigações estão em curso desde o ano passado, envolvendo as três principais operadoras.
- Embora não seja crime em si, o cartel é ilegal e pode resultar em coimas significativas.
A Autoridade da Concorrência (AdC) realizou buscas recentes junto de MEO, NOS e Vodafone, no âmbito de uma investigação sobre possíveis práticas concertadas no fornecimento de Internet a escolas, alunos carenciados e docentes, num programa financiado com fundos europeus. A operação visa apurar indícios de cartel no setor.
Durante as buscas, foram recolhidos conteúdos de telefone de um administrador, que foram copiados pela equipa da AdC. A investigação está a decorrer desde o ano passado e envolve as três principais operadoras do mercado.
As apurações centram-se no possível conluio para fixação de preços no domínio da Internet escolar. Embora não seja crime em Portugal, a prática pode ser sancionada com coimas, conforme a legislação aplicável.
Contexto da investigação
Segundo a AdC, o objetivo é confirmar se houve coordenação entre as operadoras para impactar contratos do programa financiado com fundos europeus. A autoridade mantém o sigilo processual enquanto avança com as diligências.
O processo envolve análise de documentos, dados de mercado e declarações de potenciais intervenientes. O objetivo é esclarecer responsabilidades e eventuais efeitos no canil competitivo do setor.
Relevância para o mercado
As autoridades destacam a importância de preservar a concorrência em serviços de Internet para escolas. A AdC já reiterou que investiga condutas que possam prejudicar a competitividade, a transparência e os consumidores.
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