- A Wizz Air indicou ter enfrentado falta de combustível em três aeroportos italianos — Veneza, Brindisi e Catânia — mas a situação foi resolvida no espaço de um dia, sem cancelamentos.
- O CEO József Váradi afirmou que, em nenhum outro país europeu houve escassez de combustível até ao momento.
- A empresa mantém perspetiva ainda otimista para as próximas semanas, ante o risco de interrupções devido ao estreito de Ormuz e ao seu impacto no abastecimento europeu.
- Em caso de problema num aeroporto, a Wizz Air pode recorrer ao tankering (aboque de combustível na partida) para manter as viagens, antes de reduzir operações naquela base.
- Além da situação italiana, a procura na Europa permanece hesitante para as próximas semanas, enquanto se antecipa uma época alta de verão mais favorável face ao ano anterior.
A Wizz Air enfrenta uma recente quebra no abastecimento de combustível em Itália, mas o CEO József Váradi garante optimismo para as próximas semanas. O incidente, alegadamente limitado, não obrigou cancelamentos de voos.
Houve falhas de abastecimento em três aeroportos italianos: Veneza, Brindisi e Catânia. Segundo Váradi, a situação resolveu-se no espaço de um dia, em alguns casos de apenas algumas horas.
Até ao momento, o CEO afirma que não houve escassez noutra parte da Europa. Alguns aeroportos italianos tinham avisado as companhias para chegarem com combustível suficiente para o regresso.
Contexto de abastecimento
A preocupação europeia com o querosene surge com o encerramento do Estreito de Ormuz, agravado pela guerra no Médio Oriente, o que pode afetar as reservas no verão. A Europa importa grande parte do querosene dos países do Golfo.
Váradi ressalta que o fornecimento foi adequado na maioria do continente, com um contratempo pontual em Itália que foi ultrapassado rapidamente. A situação atual é vista como menos alarmante na Europa do que noutros continentes.
Estratégias operacionais da Wizz
Em caso de dificuldades num aeroporto, a Wizz Air pode recorrer ao tankering, abastecendo com excesso de combustível na partida para assegurar a continuidade da viagem. A retenção de oferta fica para depois, se necessário.
O grupo tem vindo a aumentar a capacidade na Europa este ano, com foco em Itália, após reduzir operações no Médio Oriente em 2025, antes do conflito atual.
Perspetivas e contexto setorial
A procura na Europa para as próximas semanas mostra-se hesitante, segundo Váradi, mas a época alta de verão pode trazer maior mobilidade. Há confiança de que a crise não terá impactos severos a longo prazo.
AIE alertou, na quinta-feira, que a Europa pode ter ainda algumas semanas de suprimento de combustível para aviões, antes de enfrentar potenciais cancelamentos se o abastecimento ficar comprometido.
Outras companhias ajustam operações face ao aumento do custo do combustível. A KLM anunciará menos 80 voos no próximo mês a partir de Schiphol, enquanto a Lufthansa CityLine encerra a sua operação para reduzir perdas.
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