- O secretariado nacional da UGT reúne na quinta-feira, 23 de abril, para decidir se dá aval à versão final do pacote laboral.
- O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, afirmou que ainda não houve acordo em alguns pontos, nomeadamente banco de horas por acordo e jornada contínua.
- As confederações patronais e o Governo dizem que existe consenso possível e que cabe agora à UGT decidir.
- As propostas da UGT para o banco de horas por acordo e para a jornada contínua não foram acolhidas pelas entidades patronais.
- O Governo vai enviar a versão final do documento aos parceiros sociais; CIP e CCP reconhecem consenso na versão apresentada e aguardam a decisão da UGT.
O secretariado nacional da UGT reúne-se na próxima quinta-feira para decidir se dá o aval à versão final do pacote laboral em discussão. A reunião decorre na sequência de contactos com o Governo e com as confederações patronais, que apontaram um “consenso possível”.
Mário Mourão, secretário-geral da UGT, afirmou que ainda existem matérias sem consenso consolidado, mesmo após as propostas mais recentes sobre o banco de horas por acordo e a jornada contínua. A decisão sobre a aceitação ou não do texto final fica para a próxima sessão extraordinária.
Na atual fase, o Governo já enviou o documento final aos parceiros sociais. Segundo as confederações patronais, o consenso alcançado em quase todas as áreas é relevante, ainda que não corresponda exatamente às preferências da UGT. As entidades empresariais aguardam a posição final da central sindical.
Posição das partes
O presidente da CIP, Armindo Monteiro, afirmou que, ainda que o texto não seja o ideal, houve consenso suficiente para avançar. Já a CCP, representada por João Vieira Lopes, sublinhou que cabe à UGT decidir se o acordo é aceitável.
O objetivo é fechar o acordo mediante a aceitação da versão final pela UGT, permitindo assim a implementação das alterações laborais previstas. A ideia central é equilibrar flexibilidade para as empresas com salvaguardas para os trabalhadores.
Entre na conversa da comunidade