- Agricultores do Oeste queixam-se de atrasos nos pagamentos de apoios às explorações afetadas pelo mau tempo de janeiro e fevereiro, conforme afirmou o presidente da AIHO.
- Pagamentos até 10 mil euros já correram bem; para apoios acima desse montante, ainda não houve pagamento, com agricultores a endividarem-se junto da banca para Repor estufas e estruturas e retomar a produção.
- A CCDR de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) informou que as candidaturas para reposição do potencial produtivo decorrem até ao final do mês, e só serão analisadas depois dessa data.
- Foram submetidas 2.301 candidaturas aos apoios simplificados até 10 mil euros, totalizando 163,3 milhões de euros; os maiores montantes destinam-se a Torres Vedras, Chamusca, Ferreira do Zêzere e outras concelhos.
- Já foram enviadas para pagamento 201 candidaturas, no montante de 1,7 milhão de euros, com 1,5 milhão de euros já pago a 175 candidaturas; a aiHO alerta para o aumento dos custos de combustíveis e fertilizantes.
O presidente da Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste denunciou, nesta sexta-feira, atrasos no pagamento dos apoios a agricultores afetados pelo mau tempo ocorrido em janeiro e fevereiro. A queixa foi feita à agência Lusa.
Segundo Sérgio Ferreira, os pagamentos até 10 mil euros já ocorreram, mas os apoios acima desse montante ainda não foram fungíveis. Agricultores que recorreram a montantes superiores encontram-se a enfrentar dificuldades financeiras para reconstruir estufas e retomar a produção.
Ações e prazos de candidaturas
O vice-presidente da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, com a pasta da agricultura, José Bernardo Nunes, explicou à Lusa que as candidaturas para reposição do potencial produtivo decorrem até ao final deste mês, sendo analisadas apenas depois desse prazo. Assim, atrasos devem prolongar-se.
A CCDR LVT recebeu 2301 candidaturas aos apoios simplificados até 10 mil euros, totalizando 163,3 milhões de euros. Torres Vedras respondeu por 25,2 milhões; Chamusca, 9,6 milhões; Ferreira do Zêzere, 8,9 milhões; e Alpiarça, Alcobaça, Alcochete, Tomar e Coruche destacaram-se com montantes entre 7,2 e 8,7 milhões.
Até ao momento, 201 candidaturas, no valor de 1,7 milhão de euros, foram enviadas para pagamento, com 1,5 milhão de euros já pagos a 175 candidaturas.
A AIHO alertou para o agravamento dos custos com combustíveis e fertilizantes, citando a situação de 2022 e o novo impacto atual derivado de conflitos regionais. O setor enfrenta condições de produção mais desafiadoras, segundo o presidente.
A região Oeste continua a ser responsável por mais de metade da produção hortícola nacional, com exportações que atingem 2,4 mil milhões de euros, dos quais 600 milhões são de produtos hortícolas.
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