- Vários voos entre a China e o Sudeste Asiático e a Oceânia foram cancelados devido ao aumento dos custos de combustível provocado pela guerra no Irão, segundo o The Paper.
- Desde o início do mês, rotas entre cidades chinesas e destinos na Tailândia, Laos, Malásia ou Camboja suspenderam voos totalmente, e a taxa de cancelamento chega a 83,3% para ligações com a Austrália ou a Nova Zelândia.
- A Cathay Pacific anunciou o cancelamento de 2% dos voos em maio e junho; outras companhias, incluindo PIA, e empresas das Filipinas, Vietname e Nova Zelândia, reduziram rotas.
- O combustível de aviação quase duplicou de preço desde o início da guerra no Irão, enquanto os bilhetes não acompanharam a mesma subida, aumentando as perdas para as companhias.
- Reguladores chineses vão limitar o aumento do combustível a cerca de metade do habitual para proteger os consumidores, numa altura em que a China tem menor impacto relativamente devido à refinação interna e a restrições de exportação.
Os voos entre a China, o Sudeste Asiático e a Oceânia sofreram cancelamentos nos últimos dias. A razão apontada é o aumento dos custos de combustível, provocado pela guerra no Irão, segundo o jornal The Paper.
Algumas rotas entre cidades chinesas e destinos na Tailândia, Laos, Malásia e Camboja suspenderam completamente os voos. Em outras ligações com a Austrália e a Nova Zelândia, a taxa de cancelamento chegou a 83,3%.
O The Paper citou o The South China Morning Post para indicar que outras companhias reduziram voos para a China e para outros destinos. Companhias das Filipinas, Vietname e Nova Zelândia também cortaram rotas, e a Cathay Pacific anunciou cortes de 2% dos voos em maio e junho.
Segundo Lin Zhijie, especialista citado pelo The Paper, o custo de combustível de aviação – cerca de um terço das despesas de uma companhia – quase duplicou desde o início da guerra no Irão. Os bilhetes não acompanharam esse aumento, agravando perdas em algumas empresas.
O aumento de preços de combustível coincide com problemas de abastecimento em alguns países, devido ao bloqueio efetivo do estreito de Ormuz, que recebe entre 84% e 90% do petróleo que por ali transita. O cenário eleva custos e cria incerteza sobre reabastecimentos.
As transportadoras de baixo custo chinesas, como a Spring Airlines, aparecem entre as mais capazes de enfrentar a subida de custos. Estas companhias conseguem transportar até 25% mais passageiros com os mesmos aviões, mitigando parte do impacto.
Dados da plataforma Flight Manager indicam que, no próximo feriado de maio, as viagens deverão aumentar em volume e preço. As tarifas médias dos voos domésticos na China subiram 9,6% em comparação anual e mais de 20% face a 2019.
A China tem reagido de forma relativamente resiliente ao choque da guerra, apoiada pela refinaria interna. O país também restringiu exportações de combustível, o que deixou alguns vizinhos sem alternativas de fornecimento.
Após recentes aumentos, os reguladores chineses anunciaram medidas para limitar o reajuste de preços a cerca de metade do valor usual, com o objetivo de proteger os consumidores.
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