- Mais dois mil jovens agricultores já estão instalados, anunciou o ministro na audição parlamentar.
- O executivo tem disponíveis 315 milhões de euros em apoios para os jovens agricultores.
- Até agora foram aprovadas oitocentas candidaturas, num total de 222 milhões de euros, e já foi pago 527 mil euros.
- O ministro afirmou que a renovação geracional é prioridade e que é fundamental alterar a perceção pública do setor primário.
- O estudo “Evolução do Trabalho na Agricultura em Portugal” mostra que, nas últimas três décadas, o setor passou de 430 mil para 220 mil trabalhadores; mais de 40% são estrangeiros, com produtividade a subir, e o emprego agrícola em 2015–2023 alcançou 180 mil (4,7% do total nacional).
O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, afirmou no parlamento, na Comissão de Agricultura, que já existem dois mil jovens agricultores instalados. Referiu ainda um apoio de 351 milhões de euros para este grupo.
O Executivo tem 315 milhões de euros disponíveis em apoios aos jovens agricultores. Até agora foram aprovadas 820 candidaturas, num total de 222 milhões, e já foi pago 527 mil euros.
O ministro destacou a renovação geracional como prioridade e pediu mudança de perceção pública sobre o setor primário, para atrair estudantes para universidades e escolas profissionais.
Contexto e dados do setor
Segundo o estudo Evolução do Trabalho na Agricultura em Portugal, nas últimas três décadas o setor caiu de 430 mil para 220 mil trabalhadores, com 40% estrangeiros e produtividade duplicada.
Entre 2015 e 2023, o emprego agrícola subiu de 165 mil para 180 mil, representando 4,7% do emprego nacional, com predominância de microempresas, mas crescimento de médias e grandes explorações.
O estudo utilizou dados do INE, do Gabinete de Estratégia e Planeamento, do Banco de Portugal, do Recenseamento Agrícola e do Eurostat. O objetivo é compreender dinâmicas de trabalho e migração no setor.
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