- O Conselho das Finanças Públicas prevê um excedente orçamental de 0,1% do PIB em 2026, contrariando a previsão de um “pequeno défice” feita pelo Ministério das Finanças.
- A dívida pública deverá diminuir em 2026, apontando para uma trajetória de consolidação fiscal.
- A economia deverá crescer cerca de 1,5% em 2026, com inflação controlada e dívida a baixar para níveis considerados sustentáveis.
- O CFP destaca a importância de manter disciplina orçamental e implementar reformas estruturais para a sustentabilidade a médio e longo prazo.
- Embora haja divergências com o Ministério das Finanças, o CFP sustenta que Portugal pode manter a recuperação económica e a estabilidade financeira, mantendo o investimento público e privado.
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) prevê que Portugal possa terminar 2026 com um excedente orçamental de 0,1% do PIB, contrariando a interpretação do Governo de um pequeno défice. A leitura do CFP aponta para contas públicas equilibradas, apesar de choques económicos recentes.
A dívida pública deverá recuar em 2026, refletindo uma gestão ortodoxa das finanças e uma recuperação económica gradual. O excedente esperado surge num contexto de desaceleração global, mas o CFP mantém a linha de consolidação fiscal.
O documento adianta um crescimento moderado, com inflação sob controlo e dívida em tendência de queda. O excedente de 0,1% é apresentado como sinal de estabilidade financeira, mesmo com divergências face ao Ministério das Finanças.
O CFP destaca a necessidade de manter disciplina orçamental e avançar com reformas estruturais para a sustentabilidade do médio e longo prazo. A redução da dívida é vista como objetivo prioritário para estabilidade económica.
A gestão prudente das finanças, em contexto de incerteza global, é enfatizada pelo CFP. A meta de excedente em 2026 é considerada ambiciosa, mas alcançável com políticas fiscais responsáveis.
A previsão indica um crescimento de cerca de 1,5% em 2026, apoiado por mercado de trabalho sólido e investimentos públicos e privados. A dívida deverá situar-se próximo de 115% do PIB, segundo o Conselho.
Apesar das críticas do Ministério das Finanças, o CFP sustenta que Portugal pode manter o equilíbrio fiscal e continuar a trajetória de recuperação económica, fortalecendo a estabilidade financeira e o investimento futuro.
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