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Europa: quais países registam maiores aumentos das rendas em 2025

Rendas sobem em dois dígitos na Europa em 2025; a Turquia destaca-se com 78%, impulsionada por procura superior à oferta

Com um complexo habitacional em fundo, uma bandeira turca voa no topo do minarete de uma mesquita em construção em Istambul, sábado, 23 de junho de 2018.
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  • Em 2025, as rendas na União Europeia subiram, em média, 3,1%, com a procura a crescer mais depressa que a oferta.
  • A variação entre estados membros foi de 1% (Finlândia) a 17,6% (Croácia), com Grécia, Hungria, Bulgária e Roménia a registarem subidas elevadas.
  • Entre as grandes economias, Itália teve 3,8%, enquanto França (2,3%), Espanha (2,4%), Alemanha (2,1%) ficaram abaixo da média EU.
  • A Turquia destaca-se com 77,6% de inflação anual das rendas; Montenegro registou 18,5%.
  • Os fatores principais são: procura elevada, custos para proprietários, oferta limitada e restrições regulatórias, incluindo eficiência energética e regras de arrendamento.

Em 2025, o aumento das rendas na UE manteve a trajetória de subida, com valores de dois dígitos em vários países. A média da UE situou-se nos 3,1% e, em alguns casos, a inflação das rendas superou os 8% devido a uma procura que cresce mais rápido do que a oferta. A habitação representa perto de um quinto do rendimento familiar na UE, com exceções significativas.

Especialistas apontam que a procura por habitação alicia mais famílias para o arrendamento, principalmente face a custos de financiamento elevados para compra de casa. Além disso, alterações fiscais e a exigência de eficiência energética pressionam os custos de manter imóveis no mercado de arrendamento.

Tendência global e fatores-chave

Entre os países da UE, a variação média das rendas efetivas variou de 1% (Finlândia) a 17,6% (Croácia). A Grécia, Hungria, Bulgária e Roménia registaram inflação de rendas acima dos 8%.

Alterações regulatórias reduziram o interesse de proprietários em alguns mercados, enquanto custos de reabilitação elevam encargos operacionais. O efeito combinadode descontos para arrendamento de curta duração não alterou significativamente a oferta global.

Turquia em destaque

Ao considerar países candidatos à UE e a EFTA, a Turquia apresenta a inflação anual de rendas mais alta, em 77,6%. Em segundo lugar fica Montenegro, com 18,5%. O elevado dinamismo reflete compra de casa cada vez menos acessível e maior procura pelo arrendamento.

Os especialistas destacam que taxas de juro altas, habitação cara e financiamento restrito levam famílias a optar por arrendar. Controlos de rendas impostos no passado não impuseram estabilização suficiente, levando a ajustes mais fortes em novas rendas.

Outros sinais por região

Entre grandes economias da UE, Itália registou 3,8% de subida, acima da média europeia. Luxemburgo, Malta, Eslovénia, Alemanha, Dinamarca, França e Espanha ficaram abaixo da média. Quase todos esses países registraram crescimentos moderados em rendas.

Conclui-se que mercados com oferta menos regulada e maior pressão de procura apresentaram subidas mais acentuadas. Países com maior regulação de rendas tendem a manter variações mais contidas. Os dados refletem uma dinâmica de mercado marcada por mais procura de arrendamento.

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