- O Conselho das Finanças Públicas prevê um excedente orçamental de 0,1% do PIB em 2026, mantendo-se apesar da guerra no Médio Oriente.
- A economia continua fraca e há riscos elevados de crescimento e inflação.
- O custo de choques externos pode ser mitigado por investimento público, pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pela descida da dívida para 86,5% do PIB.
- Quase 90 municípios foram afetados por tempestades, acrescentando pressão sobre as contas públicas.
- O cenário assenta numa gestão que procura estabilizar as finanças mesmo com fatores externos adversos.
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) prevê um excedente orçamental de 0,1% do PIB em 2026, mesmo diante da guerra no Médio Oriente, das tempestades que afectaram 90 municípios e de uma economia mais fraca. O documento sublinha o peso dos choques externos na trajetória orçamental.
Segundo o CFP, o investimento público, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a descida da dívida para 86,5% do PIB poderão mitigar impactos adversos sobre o comportamento das contas públicas e a procura interna.
O relatório aponta ainda que o cenário base envolve riscos elevados para o crescimento e para a inflação, mantendo reservas quanto a volatilidade externa. O CFP reforça que a trajetória de défice permanece centrada na sustentabilidade orçamental.
Quem analisa o cenário é o Conselho das Finanças Públicas, que apresenta números para 2026 com foco na estabilidade fiscal. As projeções consideram choques externos e o papel de políticas de investimento público na resposta macroeconómica.
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