- O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão de crescimento para o Médio Oriente e Norte da África a 1,1% em 2026, abaixo de 3,2% em 2025, citando o impacto direto do conflito na região.
- A ofensiva apoiada pelos Estados Unidos contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro, levou a retaliações e danos a infraestruturas, incluindo refinarias, complexos de gás e centrais, com o Estreito de Ormuz a ficar sob pressão.
- O bloqueio do Estreito de Ormuz agrava a pressão sobre as receitas de exportação de hidrocarbonetos, afetando diversos países da região.
- A desaceleração é prevista de forma desigual: mais acentuada no Bahrein, Irão, Iraque, Kuwait e Catar; menos significativa em Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
- Individualmente, o Irão deve registar contração de 6,1% em 2026, o Catar deve cair 8,6% e o Iraque 6,8%; a Arábia Saudita deverá crescer 3,1%. A recuperação esperada para 2027 depende da normalização da produção de energia e do transporte. O Egito deve crescer 4,2% em 2026.
O FMI reviu em baixa as projecções para o Médio Oriente e Norte de África, citando a guerra no Golfo. O organismo antecipa um crescimento de 1,1% em 2026, face aos 3,2% de 2025, com a região a sofrer o impacto direto do conflito. A previsão de janeiro apontava 3,9%.
A ofensiva entre Israel e EUA contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro, desencadeou retaliações do Irão contra bases americanas no Golfo e ataques a infraestruturas. O Estreito de Ormuz mantém-se sob pressão, afetando receitas de hidrocarbonetos.
Perspetiva regional e impactos
O FMI explica que a desaceleração varia conforme danos à energia e transporte e a dependência de rotas alternativas. Países com maior abalo: Bahrein, Irão, Iraque, Kuwait e Catar. Oman, Arábia Saudita e UAE devem manter crescimento relativamente mais estável.
O Irão deverá contrair 6,1% em 2026, face a uma previsão de crescimento de 1,1%. O Catar enfrenta uma queda de 8,6% na atividade económica. O Iraque deve registar uma quebra de 6,8%. A Arábia Saudita, com maior resiliência por via do acesso ao Mar Vermelho, crescerá 3,1%.
Perspetivas regionais e recuperações
O FMI aponta que, após este ano, pode ocorrer uma recuperação em 2027, desde que a produção de energia e o transporte retornem à normalidade nos meses seguintes. O cenário depende ainda da extensão dos danos e da duração do conflito.
Os países importadores da região sentem impactos indiretos, nomeadamente através de preços mais altos de energia e de outras commodities. No Egito, o crescimento em 2026 deverá ser de 4,2%, face a 4,7% previstos anteriormente.
Entre na conversa da comunidade