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FMI reduz perspetiva da economia portuguesa e prevê inflação mais alta

FMI reduz previsões para Portugal, com PIB em 1,9% em 2026 e inflação em 3,1%, impulsionada pela subida dos preços da energia

Subida dos preços do petróleo vai impactar evolução da inflação a nível global
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  • O FMI cortou as previsões para Portugal, esperando um crescimento do PIB de 1,9% em 2026 e uma aceleração dos preços para 3,1% este ano.
  • Em termos globais, o FMI antecipa crescimento de 3,1% em este ano e 3,4% em 2027, com a inflação impulsionada pela subida dos preços da energia.
  • A guerra no Médio Oriente é destacada como principal fator de condicionamento, provocando disrupções no tráfego aéreo e marítimo e danos na energia.
  • A Europa deverá crescer 1,4% em 2026, com inflação de 5,4% no ano em curso, acima do previsto há alguns meses.
  • Portugal deverá sentir a tendência de maior pressão inflacionista, refletida num aumento da inflação para 3,1% em 2024 (este ano).

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu as perspetivas para a economia global, apontando menor crescimento este ano e no próximo, devido ao impacto da guerra no Médio Oriente sobre energia e matérias-primas. Portugal também vê recuo na previsão de evolução do PIB.

Segundo o FMI, a economia mundial deverá crescer 3,1% este ano, 0,2 pontos percentuais abaixo do que avançado em janeiro. Em 2027, a previsão é de 3,4%. A guerra é apontada como principal factor de condicionamento, com disrupções no transporte e produção.

O documento indica que a inflação tende a subir mais rápido, com especial sensibilidade aos preços de energia e alimentos. O FMI estima que a inflação na Europa ficará elevada, refletindo o choque energético e a incerteza geopolítica.

Impacto em Portugal

Para Portugal, o FMI reduziu a previsão de crescimento do PIB em 2026 para 1,9%, face a 2,1% prevista em outubro. Os preços deverão acelerar, com uma inflação de 3,1% neste ano, acima da estimativa anterior.

O conjunto de cenários aponta para que a economia europeia cresça 1,4% em 2026, com inflação de 5,4%. O FMI também aponta que a normalização da produção de matérias-primas pode demorar mais do que o esperado.

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