- O Fundo Monetário Internacional (FMI) revê em baixa a previsão de crescimento da zona euro, para 1,1%, saindo de 1,4%, devido à guerra no Irão e ao impacto nos mercados.
- A revisão deve-se à perturbação nos mercados de energia, causada pelo bloqueio do estreito de Ormuz e danos em infraestruturas no Médio Oriente.
- A inflação mundial deverá subir para 4,4% face ao choque económico ligado ao conflito, com consequências para as economias globais.
- Na Europa, o FMI aponta que o aumento de 19% nos custos de energia representa um entrave significativo à produção industrial.
- A situação é particularmente sensível na Ucrânia, onde a inflação atingiu 7,9% em março e o Banco Nacional afirmou estar a caminhar sobre uma navalha entre esforço de guerra e choques de preços.
O FMI reduziu a previsão de crescimento da zona euro para 2026, de 1,4% para 1,1%. A revisão deve-se à inflação elevada e ao menor dinamismo económico global, agravados pela guerra no Irão. Os choques nos mercados de energia pesam sobre a recuperação.
Segundo o World Economic Outlook, o bloqueio do estreito de Ormuz e danos em infraestruturas no Médio Oriente provocaram perturbações que se refletiram na inflação mundial, estimada em 4,4%, alargando o horizonte de política económica.
A Europa enfrenta custos de energia mais elevados, com o FMI a apontar um acréscimo de 19% nesses custos como entrave à produção industrial. Gourinchas destaca que a crise no Médio Oriente freia o impulso global já robusto.
Efeito na zona euro
As economias que partilham o euro são as mais afetadas por estas pressões, sobretudo pela falta de independência energética face a grandes potências. O relatório alerta para uma profilaxia de riscos com duração incerta.
Contexto regional
O FMI indica que, apesar da resiliência global a políticas comerciais proteccionistas, a crise atual reduz o ritmo de recuperação económica mundial e impede a normalização dos mercados.
Situação na Ucrânia
A Ucrânia enfrenta inflação elevada e perturbações de preços, agravando o impacto económico da invasão russa. O Banco Nacional da Ucrânia descreve o cenário como uma posição delicada entre esforço de guerra e custos externos.
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