- O FMI prevê crescimento da zona euro de 1,1% em 2026 e de 1,2% em 2027, com revisões em baixa de 0,2 pontos percentuais em ambos os anos.
- A revisão resulta do impacto do conflito no Médio Oriente e do efeito de preços mais elevados da energia desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.
- A valorização real do euro face a moedas de exportadores de produtos semelhantes também contribui para o abrandamento.
- A Alemanha deve crescer 0,8% em 2026, a França 0,9% e a Itália 0,5%.
- A inflação na zona euro deverá superar 2% temporariamente em 2026 e permanecer acima da meta em 2027, com a inflação subjacente a subir de forma mais moderada.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou em baixa as perspetivas para a zona euro. O organismo prevê um crescimento de 1,1% em 2026 e de 1,2% em 2027, segundo o World Economic Outlook divulgado hoje.
A redução compara com a atualização de janeiro de 2026, que apontava valores superiores. O FMI atribui a revisão ao impacto negativo do conflito no Médio Oriente, que se soma aos efeitos anteriores da subida dos preços da energia.
A instituição destaca ainda que o crescimento melhor do que o esperado no final de 2025 não será suficiente para contrabalançar as pressões causadas pela invasão da Ucrânia e pela valorização real do euro face a moedas de exportadores.
Projeções por economias da zona euro
A Alemanha deverá crescer 0,8% em 2026, a França 0,9% e a Itália 0,5%, segundo o FMI. A inflação na zona euro deverá exceder temporariamente os 2% em 2026 e manter-se acima da meta em 2027.
Inflação e inflação subjacente
O FMI antecipa que a inflação geral permaneça acima de 2% em 2027, com a inflação subjacente a evoluir numa trajetória mais moderada. Em termos de política, o relatório não detalha medidas específicas, limitando-se a indicar tendências.
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