- Armindo Monteiro, presidente da CIP, acusa a UGT de declarações que não correspondem à última versão do documento ligado à reforma laboral.
- A CIP já realizou cinquenta e três reuniões sem chegar a um acordo entre trabalhadores, patrões e Governo.
- A UGT disse que a negociação está ainda insuficiente para alcançar consenso, destacando dez exemplos que apontam para mais liberalização e precarização do mercado de trabalho.
- Um ponto apontado pela UGT é a manutenção do aumento da duração dos contratos a termo; a CIP sustenta que, na última versão, esse ponto caiu.
- Monteiro afirma que a CIP não vai desistir, considerando que o essencial é perceber como as empresas podem pagar melhores salários.
Após 53 reuniões sobre a reforma laboral, a CIP afirma que a UGT emitiu um comunicado com questões que não correspondem à última versão do documento. A acusação é feita pelo presidente da CIP, Armindo Monteiro, em entrevista à Rádio Renascença.
Monteiro sustenta que algumas declarações da UGT não refletem o que consta na versão principal. Em particular, aponta que o texto preliminar já não prevê o aumento da duração dos contratos a termo, conforme a última versão apresentada.
Na quinta-feira, a UGT publicou uma resolução do secretariado nacional, afirmando que a aproximação negocial continua insuficiente e que a proposta, tal como está, não permite alcançar consenso. A UGT enumera dez alterações que, na leitura sindial, aumentam a liberalização e a precarização do trabalho.
Detalhes em disputa
Entre os pontos citados pela UGT estão a manutenção de mecanismos que justificam contratos a termo e a ampliação dos fundamentos para a sua celebração, apontando impactos negativos para idosos, jovens e desempregados.
Armindo Monteiro, em entrevista à RR, afirmou que a CIP não desistiu de negociar, mas rejeita iniciar as negociações do zero. A presidenta observou que a UGT pode sentir pressão após intervenções do Presidente da República, e reiterou que a discussão-chave é como as empresas podem pagar melhores salários.
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