- Em 2025, o índice de preços da habitação aumentou 17,6% face a 2024, o maior desde que há registos.
- O crescimento de 2025 é quase o dobro do registado em 2024, quando o índice subiu 9,1%.
- Entre 2023 e 2024, o preço mediano por metro quadrado das rendas de novos contratos subiu cerca de 10,54%.
- Segundo o Banco de Portugal, a prestação mensal para comprar uma casa de área mediana em Lisboa corresponde a 102% do salário mediano.
- A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, afirmou que, em 2025, os preços das casas tiveram o maior crescimento desde que existem dados.
Na tarde de ontem, a Assembleia da República ouviu um debate sobre o aumento do custo de vida, com foco na habitação. A intervenção de Mariana Leitão, presidente da Iniciativa Liberal (IL), incidiu sobre grandes aumentos nos combustíveis, alimentos e habitação. O objetivo era esclarecer as causas do encarecimento.
Mariana Leitão descreveu dados de habitação como brutais, afirmando que em 2025 houve o maior crescimento desde que há registos, quase o dobro do ano anterior, e que as rendas em novos contratos sobem 10% ao ano. A deputada referiu ainda que, em Lisboa, comprar casa exige 102% do salário mediano.
Dados oficiais
Consoante o Instituto Nacional de Estatística, o índice de preços da habitação aumentou 17,6% em 2025 face a 2024, o maior valor desde 2009, início da série. O aumento anual ficou 8,5 pontos percentuais acima de 2024.
Entre 2023 e 2024, o preço mediano por metro quadrado das rendas de novos contratos subiu 10,54%, próximo dos 10% mencionados pela líder liberal. Entre 2022 e 2023, o aumento foi de 10,58%.
Contexto financeiro
O Boletim Económico do Banco de Portugal, de março de 2026, aponta que a prestação mensal para comprar uma casa de área mediana subiu de 907 euros em 2019 para 1811 euros em 2023, gerando uma taxa de esforço teórica de 102% para uma família com rendimento mediano.
Observações finais
A análise apresentada pela IL, apoiada por dados oficiais, confirma que os preços hipotecários e as rendas têm acelerado nos últimos anos. O debate volta a focar a relação entre rendimento, habitação e custo de vida em Portugal.
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