- O comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis, disse que Portugal pode ter alguma margem de manobra orçamental, citando um excedente no ano passado.
- As medidas adotadas na União Europeia devem ser temporárias e direcionadas para mitigar o impacto orçamental da crise no Médio Oriente.
- O primeiro efeito da crise energética é nos preços de energia e combustíveis, com repercussões na inflação e no poder de compra.
- O comissário apelou à redução da tributação como forma de combater a inflação e apoiar o poder de compra.
- A Comissão Europeia aponta cenários: se a crise energética for de curta duração, o crescimento da UE fica entre 0,2 e 0,4 pontos percentuais abaixo do previsto, e a inflação pode subir até 1 ponto percentual; se as disrupções forem mais prolongadas, o crescimento recua entre 0,4 e 0,6 pp e a inflação sobe entre 1,1 e 1,5 pp em 2026 e 2027.
Portugal pode ter alguma margem de manobra para enfrentar a crise associada ao conflito no Médio Oriente, disse o comissário europeu da Economia. O país mantém uma posição orçamental sólida, com excedente no ano anterior, segundo o responsável.
No entanto, afirmou que as medidas adoptadas na UE devem ser temporárias e direcionadas, para responder aos impactos económicos sem sobrecarregar o orçamento.
Valdis Dombrovskis sinalizou ainda que a energia é o principal canal de transmissão da crise: disrupções no fornecimento influenciam os preços da energia e dos combustíveis, com consequências diretas no poder de compra.
A eurodeputada Catarina Martins pediu ação para enfrentar o aumento do custo de vida, destacando que o cabaz de produtos básicos ficou mais caro e que há dificuldade em abastecer combustíveis. O comissário reforçou a necessidade de agir para reduzir a inflação.
Previsões da UE
A Comissão Europeia indica que, se a crise energética for breve, o crescimento da UE pode baixar entre 0,2 e 0,4 pontos percentuais face às previsões de outono, com inflação em ascensão limitada.
Se as disrupções forem mais prolongadas, o impacto tende a ser maior: o crescimento pode recuar entre 0,4 e 0,6 pontos percentuais e a inflação pode subir entre 1,1 e 1,5 pontos percentuais, em 2026 e 2027.
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