- No primeiro trimestre, foram constituídas 14.750 empresas, menos 5,9% face aos três meses de 2024, equivalente a 928 constituições a menos.
- As insolvências cresceram 3,1% no trimestre, totalizando 531 processos, com destaque para a construção (+27% e +15 insolvências) e atividades imobiliárias (+100% e +11).
- Setores com maior crescimento de constituições: construção (+4,5% e +92), tecnologias de informação e comunicação (+7,5% e +77), serviços empresariais (+2,2% e +58) e energias e ambiente (+2,3% e +1).
- Encerramentos de empresas no trimestre somaram 2.663, menos 33% (redução de 1.325) face ao mesmo período do ano anterior; nos 12 meses até março ocorreram 13.929 encerramentos, menos 12%.
- Região e zonas específicas: Vila Real e Angra do Heroísmo tiveram aumento de empresas constituídas; o retalho registou a maior queda de encerramentos, enquanto o retalho não especializado por correspondência ou internet subiu 270% face ao período homólogo.
A criação de empresas em Portugal registou uma queda, enquanto as insolvências subiram no primeiro trimestre, segundo o barómetro da Informa D&B divulgado nesta quinta-feira. No período de janeiro a março, foram criadas 14.750 novas empresas, menos 928 face ao mesmo trimestre de 2024. Paralelamente, registou-se um aumento de 3,1% nas insolvências.
A maioria dos setores de atividade interrompeu a subida de constituições, com exceção de construção (mais 4,5%), TIC (mais 7,5%), serviços empresariais (mais 2,2%) e energias e ambiente (mais 2,3%). A construção, serviços empresariais e TIC mantêm crescimento constante desde 2020, apesar de um recuo em 2023.
Dados-chave sobre a criação de empresas
Entre janeiro e março, o número de constituições caiu em vários setores, com exceção da construção, TIC, serviços empresariais e energias. Vilas Real e Angra do Heroísmo destacaram-se ao registar aumentos, ao contrário de muitos distritos.
Encerramentos de empresas no 1º trimestre totalizaram 2.663, um valor provisório, mas inferior em 33% (1.325) face ao mesmo período de 2024. No último ano, encerraram-se 13.929 empresas, menos 12% face aos 12 meses anteriores.
Insolvências e impactos setoriais
As insolvências no trimestre totalizaram 531, contra 515 no mesmo periodo de 2024, um aumento de 3,1%. O crescimento concentrou-se no setor da construção (+27% e +15 insolvências) e em atividades imobiliárias (+100% com +11 insolvências).
Durante os 12 meses terminados em março, o retalho registou a maior redução de encerramentos (-19%), com redução de 408 casos. O negócio de retalho não especializado por correspondência ou internet subiu 270% em constituição de insolvências, e a fabricação de calçado subiu 47%.
Observações sobre a metodologia
O barómetro da Informa D&B utiliza atos societários publicados no portal Citius do Ministério da Justiça e abrange entidades com sede em Portugal, excluindo empresários em nome individual.
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