- Um estudo com 160 países aponta que a Europa é menos stressada, mas também tem menor envolvimento dos trabalhadores, num quadro em que o envolvimento global caiu pelo segundo ano consecutivo.
- Em todo o mundo, o stress entre trabalhadores é maior nos EUA e Canadá, onde a força de trabalho está entre as mais stressadas, apesar de ser também uma das mais engajadas.
- Na Europa, os níveis de stress são mais elevados no sul do continente (ex.: Grécia 61%, Malta 57%, Chipre 56%, Itália 51%, Espanha 47%), enquanto Dinamarca (19%), Polónia (22%) e Lituânia (23%) são menos pressionados.
- A percentagem de trabalhadores europeus menos engajados atingiu valores altos em Croácia (7%), Polónia (7%), França (8%), Suíça (8%), Luxemburgo (9%), Irlanda (9%) e Áustria (9%), com dois dígitos em Espanha (10%), Reino Unido (10%), Alemanha (11%) e Itália (11%).
- No conjunto do continente, 49% dos trabalhadores afirmam estar a prosperar, acima dos 34% globais; Finlanda (81%), Islândia (78%) e Dinamarca (78%) lideram, enquanto 57% estão otimistas sobre conseguir emprego, acima da média global de 52%.
Em 2026, um estudo da Gallup que analisou 160 países compara o stress laboral entre a Europa e o resto do mundo, revelando uma mistura de notícias para trabalhadores e empregadores. O relatório State of the Global Workplace aponta perdas significativas para a produtividade.
Segundo a Gallup, trabalhadores stressados ou desmotivados não são apenas um problema de retenção, podendo afetar o rendimento. A empresa estima uma possível perda de até 9% do PIB mundial associada a esse fenómeno.
A tendência global indica queda no envolvimento dos trabalhadores, com menos motivação, ligação e empenho. A taxa global de envolvimento situa-se em 20%, a mais baixa desde 2020.
Europa menos stressada, mas com menor envolvimento
A Europa surge como menos stressada, mas também como a região com menor envolvimento pela sexta década consecutiva. Nos EUA e no Canadá, as forças de trabalho enfrentam simultaneamente maior stress e maior empenho.
Entre os europeus, o sul regista os níveis de stress mais elevados. Grupos com maior sensibilidade incluem gregos (61%), malteses (57%), cipriotas (56%), italianos (51%) e espanhóis (47%).
Por outro lado, dinamarqueses (19%), polacos (22%) e lituanos (23%) apresentam menos pressão no trabalho.
A Gallup identifica um perfil de trabalhadores mais stressados: maioritariamente gestores com menos de 35 anos, em regimes de trabalho híbridos.
Onde está menor o envolvimento e quem fica de fora
As taxas de envolvimento mais baixas na Europa ocorreram na Croácia (7%), Polónia (7%), França (8%), Suíça (8%), Luxemburgo (9%), Irlanda (9%) e Áustria (9%).
Espanha (10%), Reino Unido (10%), Alemanha (11%) e Itália (11%) chegaram perto dos dois dígitos. Em contrapartida, Albânia (32%), Roménia (31%), Suécia (25%) e Malta (25%) apresentam alguns dos valores mais altos de participação.
O retrato demográfico aponta para trabalhadores com menos de 35 anos, em funções não diretivas e sem acesso ao trabalho remoto, como o grupo menos empenhado, com pequenas diferenças entre perfis. Também existem 15% que se assumem desinteressados ativamente, fenómeno designado por despedimento silencioso.
Bem-estar e otimismo no continente
Apesar do baixo envolvimento, o bem-estar na Europa é relativamente elevado. Cerca de 49% dos trabalhadores europeus dizem prosperar, face a 34% a nível global.
Regiões como a América Latina e as Caraíbas e uma parte da Europa mostram os maiores aumentos de prosperidade. Entre os países, Finlândia (81%), Islândia (78%) e Dinamarca (78%) destacam-se pela prosperidade.
Relativamente à perspetiva de emprego, 57% dos europeus consideram uma boa altura para procurar trabalho, acima da média global (52%). Os Países Baixos lideram com 86%, enquanto a Eslováquia fica nos 32%.
A região com menor otimismo é o Médio Oriente e Norte de África (36%), enquanto o Sudeste Asiático reúne 64% de confiança na procura de oportunidades.
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