- Em 2025, os preços das casas em Portugal subiram 18,9% no quarto trimestre face ao mesmo período de 2024, o segundo maior aumento da União Europeia, atrás da Hungria (21,2%).
- Na zona euro, os preços subiram 5,1% e, nos 27 países da UE, 5,5% no mesmo intervalo.
- Entre o último trimestre de 2015 e o de 2025, o preço das casas em Portugal aumentou 180%, muito acima da média da UE (64,9%).
- A valorização portuguesa na última década é superada apenas pela Hungria (290%), com a Lituânia (168%) e a Bulgária (157%) a completarem as maiores subidas; a Finlândia registou queda (-3%).
- As rendas também subiram, mas num ritmo menor; em Portugal subiram cerca de 40% nos últimos 10 anos, face a uma média da UE de 21,8%.
- O Parlamento Europeu expressou preocupação com a falta de oferta de habitação pública em Portugal, durante uma visita a Lisboa, considerando a crise severa e destacando que a oferta de habitação pública é de cerca de 2%, uma das mais baixas da UE.
Portugal continua a registar fortes valorização da habitação, com o quarto trimestre de 2025 a fechar com uma subida de 18,9% face ao mesmo período de 2024. O aumento situa-se como o segundo maior da União Europeia, apenas atrás da Hungria.
Em conjunto, os preços de imóveis na zona euro subiram 5,1% no último trimestre, e na UE foram 5,5% em relação ao quarto trimestre de 2024. Portugal apresenta, ao longo dos últimos 10 anos, um crescimento de 180% nos preços das casas, bem acima da média europeia.
Entre as maiores valorizações da década, Portugal fica atrás apenas da Hungria, que registou 290%. A Lituânia e a Bulgária também aparecem com aumentos relevantes, enquanto a Finlândia foi o único país com queda neste período.
Parlamento Europeu preocupa-se com a oferta de habitação pública
Durante uma visita a Lisboa, entre 30 de março e 1 de abril, uma delegação da comissão especial sobre a Crise na Habitação analisa a realidade europeia da acessibilidade habitacional. O grupo aponta para uma crise severa em Portugal, associada à oferta muito baixa de habitação pública e social, estimada em 2%, uma das mais baixas da União.
A comissária Irene Tinagli, que lidera a comissão, destacou que a pressão sobre o mercado de arrendamento e compra é exacerbada pela escassez de habitação pública, agravando os problemas de acessibilidade. A delegação pretende apresentar recomendações para enfrentar o desafio em Portugal e noutros países da UE.
Entre na conversa da comunidade