- A Estée Lauder Companies moveu uma ação judicial contra Jo Malone e Zara, alegando violação de um acordo de 1999 ao usar o nome Jo Malone numa fragrância vendida pela Zara.
- A ameaça envolve a frase nas embalagens: “A creation by Jo Malone CBE, founder of Jo Loves”, que a Estée Lauder argumenta induz ao consumidor a pensar que o produto é da Jo Malone London.
- A parceria entre Jo Malone e Zara começou em 2019; a Jo Malone questiona por que a queixa só foi apresentada sete anos depois.
- Jo Malone vendeu a marca Jo Malone London à Estée Lauder em 1999 e criou a Jo Loves em 2011, que também é alvo da queixa.
- Jo Malone afirma que está a preparar a defesa com a Zara, que ainda não comentou, esperando que haja uma solução sem injúria pública.
A disputa entre Jo Malone, Zara e a Estée Lauder Companies continua a ganhar contornos legais. A Estée Lauder apresentou, a 12 de março, uma ação contra Jo Malone e também contra a Zara, alegando violação de um acordo de 1999 relacionado com o uso do nome Jo Malone em produtos vendidos pela cadeia Zara. A queixa sustenta que o rótulo de um perfume da Zara induz o consumidor a pensar que o produto pertence à Jo Malone London.
A queixa aponta ainda para a alegada concorrência desleal e uso indevido da marca, destacando a frase nas embalagens que associa a criação a Jo Malone, fundadora de Jo Loves. A Estée Lauder detém os direitos sobre o nome desde a aquisição da Jo Malone London, em 1999, e sustenta que houve incumprimento de cláusulas contratuais que restringiam a utilização do nome em certos contextos comerciais.
A relação entre Jo Malone e a Zara remonta a 2019, quando a parceria foi criada. A perfumista questiona o momento da denúncia, questionando por que a ação só chegou ao conhecimento público sete anos após o início da colaboração e assegura ter atuado de forma a distinguir o seu nome da marca Jo Malone London. O objetivo, afirma, era preservar a identidade associada à Jo Loves, criada em 2011.
Contexto legal e posicionamentos
A Jo Malone indica que já está a preparar a defesa em conjunto com a Zara e que a posição será tornada pública quando o processo avançar. A perfumista mantém que não violou qualquer cláusula contratual, afirmando que as colecções lançadas são obras pessoais e criativas. A Estée Lauder, por seu turno, sustenta ter cumprido integralmente as obrigações contratuais ao longo dos anos e reforça a necessidade de proteger a marca investida pela empresa.
Ao anunciar a ação, a Estée Lauder afirmou ainda que respeita o direito de Jo Malone explorar novas oportunidades, desde que respeite as obrigações vinculativas. O porta-voz da empresa reiterou que a proteção da marca é uma prioridade e que medidas legais são utilizadas para resguardar os interesses da companhia. A Zara ainda não comentou publicamente o caso.
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