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Ex-governante afirma que saldos do INEM foram mantidos por decisão política

Ex-governante afirma que a transferência de saldos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) se manteve por opção política, defendendo gestão centralizada para responder a necessidades urgentes

A antiga secretária de Estado do Orçamento Cláudia Joaquim
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  • Cláudia Joaquim afirmou no Parlamento que a norma de transferência de saldos do INEM manteve-se por opção política ao longo de vários governos, sem contestação parlamentar.
  • Em 2020, os saldos do INEM, cerca de 70 milhões de euros, foram mobilizados no Orçamento Suplementar para financiar compras urgentes durante a pandemia.
  • Defende a centralização orçamental na Administração Central do Sistema de Saúde como forma de maior eficiência num setor financeiramente complexo.
  • O Orçamento do Estado para 2025 prevê uma transferência da Administração Central do Sistema de Saúde para o INEM de até 10,3 milhões de euros, para cumprir o protocolo com parceiros do Sistema Integrado de Emergência Médica.
  • A Comissão Parlamentar de Inquérito, com 24 deputados, investiga responsabilidades políticas, técnicas e financeiras relativas ao INEM, incluindo a greve de outubro a novembro de 2024 e a relação com as tutelas desde 2019.

O que aconteceu: no Parlamento, a antiga secretária de Estado do Orçamento, Cláudia Joaquim, afirmou que a norma que permite a transferência de saldos do INEM manteve-se por opção política de vários governos e por ausência de contestação parlamentar. O facto foi dito esta quarta-feira, na comissão parlamentar de inquérito ao INEM.

Quem está envolvido: participou na comissão Cláudia Joaquim, que liderou o Departamento do Orçamento entre 2020 e 2022, e que explicou a origem da norma que permitiu a devolução de saldos. O foco está na gestão orçamental da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e no INEM.

Quando e onde: as declarações ocorreram durante a sessão da comissão parlamentar de inquérito, realizada no Parlamento, nesta quarta-feira. O objetivo é esclarecer a gestão de saldos e a transferência para o INEM em situações urgentes.

Por que aconteceu: a ex-governante justificou a prática com a necessidade de centralizar a gestão orçamental na ACSS, argumentando que a saúde é uma área financeira complexa e que a gestão integrada evita desperdícios de saldos enquanto o Estado enfrenta necessidades urgentes.

Regra de transferência e centralização orçamental

Cláudia Joaquim explicou que a lei orgânica do INEM remete a utilização dos saldos aos termos do Orçamento do Estado e do decreto-lei de execução orçamental, o que permitiu mobilizar saldos para a ACSS. A centralização visa eficiência na gestão de recursos.

A ex-secretária de Estado recordou que, em 2020, no início da pandemia, houve escassez de equipamentos de proteção individual, o que justificou recorrer a instrumentos orçamentais disponíveis. Cerca de 70 milhões de euros foram mobilizados.

Paralelamente, destacou que a receita do INEM subiu de 127 milhões de euros em 2020 para 166 milhões em 2024, acompanhando o aumento das necessidades operacionais. O objetivo é manter a resposta em situações urgentes.

O Orçamento do Estado para 2025 passou a prever uma transferência explícita da ACSS para o INEM de até 10,3 milhões de euros, para cumprir o protocolo com os parceiros do Sistema Integrado de Emergência Médica.

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