- O Governo aguarda o relatório técnico da Parpública sobre as duas propostas para a TAP, sem antecipar conclusões sobre o processo.
- Na corrida, a IAG abandonou a privatização, ficando apenas Air France-KLM e Lufthansa na fase final da oferta.
- O objetivo é privatizar até 49,9 por cento do capital, mantendo o Estado como acionista maioritário; 5 por cento destinam-se aos trabalhadores.
- A decisão final depende de passos formais, incluindo aprovação em Conselho de Ministros e autorização da União Europeia, com conclusão prevista até ao verão de 2026.
- O Governo exige salvaguardas: manutenção da marca TAP, sede em Portugal, hub de Lisboa e ligações estratégicas, além de avaliações sobre planos industriais e investimento.
O Governo está a analisar duas propostas para a privatização de até 49,9% da TAP. O ministro das Infraestruturas afirmou que as ofertas estão em avaliação técnica e que não vai adiantar conclusões antes do relatório da Parpública.
No Parlamento, o secretário de Estado afirmou que a privatização pode avançar mesmo com um único concorrente na fase final, desde que os interesses do Estado estejam salvaguardados. A leitura de cada proposta depende do relatório técnico.
O processo, relançado em 2025, ficou com apenas dois candidatos após o abandono do IAG. Mantêm-se na corrida a Air France-KLM e a Lufthansa. A decisão final depende de pareceres regulatórios e da aprovação em Conselho de Ministros.
Propostas em avaliação
As propostas não vinculativas já foram entregues e incluem valores oferecidos e planos industriais. Avaliam-se sinergias, reforço de rede e garantias para manter o hub de Lisboa.
A Parpública analisa também compromissos sobre a manutenção da marca TAP, a sede em Portugal e ligações estratégicas, especialmente voos internacionais relevantes para a economia nacional.
Contexto e cronograma
O Governo pretende concluir o processo até ao verão de 2026, sujeitando-se a autorizações da Comissão Europeia. O perímetro da privatização exclui áreas como o handling, catering e ativos imobiliários conhecidos como reduto TAP.
A decisão final, que pode incluir negociações de propostas, dependerá da avaliação técnica e da análise de viabilidade financeira. O executivo mantém a prerrogativa de cancelar o processo a qualquer momento.
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