- Bill Ackman propõe fundir a Universal Music Group com a Pershing Square SPARC Holdings, num negócio de €56 mil milhões, a €30,40 por ação, com prémio de 78% face ao fecho anterior.
- A oferta é mista: €5,05 em dinheiro por ação (total de €9,4 mil milhões) mais 0,77 ações da nova entidade resultante da fusão.
- A operação prevê cotação primária na Bolsa de Nova Iorque e o cancelamento de cerca de 17% das ações da UMG.
- O financiamento em numerário inclui €2,5 mil milhões da Pershing Square, €5,4 mil milhões em nova dívida e a venda da participação da UMG na Spotify (≈€1,5 mil milhões após impostos).
- A governança pode incluir Michael Ovitz como presidente do conselho e dois representantes da Pershing Square; as ações da UMG subiram até 24% na sessão de Amesterdão.
Bill Ackman propôs uma operação de 56 mil milhões de euros para fundir a Universal Music Group (UMG) com o veículo de aquisição Pershing Square SPARC Holdings, sediado nos EUA. A oferta prevê um prémio de 78% face ao preço de fecho anterior e pode gerar cotação primária na Nasdaq.
A proposta combina dinheiro e ações: 5,05 euros em dinheiro por ação, total de 9,4 mil milhões de euros, mais 0,77 ações da nova entidade resultante da fusão. O financiamento inclui 2,5 mil milhões de euros de Pershing Square e 5,4 mil milhões em nova dívida, além da venda da participação da UMG na Spotify, estimada em 1,5 mil milhões de euros após impostos e pagamentos a artistas.
O negócio prevê a listagem primária na Bolsa de Nova Iorque, objetivo já estudado pela UMG, que adiou por condições de mercado. A operação envolveria o cancelamento de cerca de 17% das ações da UMG. O plano também prevê regras de governação, com Michael Ovitz escolhido para presidir o conselho, acompanhado por dois representantes da Pershing Square.
Reação do mercado
As ações da UMG chegaram a subir 24% durante a sessão de terça-feira em Amesterdão, após a divulgação da proposta. Nem a UMG nem os principais acionistas comentaram publicamente.
Dados da Bloomberg indicam que a Vivendi SE detém perto de 10% da UMG e a Tencent Holdings cerca de 11%. Outros investidores importantes também devem influenciar o desfecho do negócio.
Analistas consideram que a viabilidade da proposta depende do alinhamento com o maior acionista da UMG. O veículo Bolloré SE, ligado à família Bolloré, detém mais de 18% do capital e é o maior acionista, além de ser acionista da Vivendi.
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