- A região dos vinhos do Dão registou queda de produção nos últimos três anos, com a área de vinha 27% menor do que em 2022.
- Após a saída da pandemia, houve a maior produção dos últimos três anos, seguida de um declínio coincidente com a redução da área plantada.
- As exportações já asseguram mais de metade das vendas do negócio, mesmo com menos produção.
- Manuel Pinheiro, presidente da comissão regional, defende que, com menos área e menos consumo, não faz sentido ter mais produtores, mas sim mais valor gerado.
- O objetivo é produzir melhor, não aumentar a quantidade, sublinha o responsável.
Com retração no consumo de vinho, os vinhos do Dão mantêm as exportações como motor de negócios, mesmo com menos produção. A região registou, nos últimos três anos, uma evolução volátil que não impediu o peso das vendas para além-fronteiras.
Entretanto, a produção atingiu o seu pico mais baixo nos últimos três anos quando comparada com o período pré-pandemia, alinhando-se com a redução de área plantada. A superfície vitivinícola encolheu 27% face a 2022, refletindo uma mudança estrutural no setor.
Contexto da produção e exportação
O presidente da comissão regional, Manuel Pinheiro, explica que a conjuntura atual exige menos produtores, mas maior geração de valor. Em linha com a desaceleração do consumo, defende que não faz sentido aumentar a área nem o número de produtores, mas sim investir em qualificação e qualidade.
Segundo dados recentes, a queda na produção não impediu as exportações de responder pela maioria do volume de negócio, mantendo-se acima da metade do total. O equilíbrio entre produção, consumo e exportação continua a ser o principal desafio da região.
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