- O consumo mundial de vinho tem caído desde 2017, segundo Manuel Pinheiro, presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVRD).
- Pinheiro descreve o setor como estando numa “tempestade perfeita” devido à combinação de queda de procura e outros fatores.
- Entre os fatores, ele destaca os novos hábitos de consumo que excluem o vinho e as barreiras alfandegárias crescentes.
- Como exemplo de barreiras, cita as tarifas impostas pelos Estados Unidos.
- O presidente da CVRD defende a agregação dos produtores e o reforço do valor do vinho na origem.
O presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVRD) descreve o atual momento do setor como uma tempestade perfeita. O consumo mundial de vinho tem vindo a cair desde 2017, segundo Manuel Pinheiro, e ameaça a atividade na região.
Pinheiro aponta três fatores determinantes: a contração de procura por motivos económicos, a mudança de hábitos que reduzem o consumo de vinho e o aumento das barreiras alfandegárias, exemplificadas pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.
O objetivo é fortalecer o enoturismo e a agregação entre produtores para reforçar o valor do vinho na origem, diz o líder da CVRD. O foco está na adaptação do setor às condições internacionais e na promoção da produção regional.
Contexto de mercado
A posição da CVRD ocorre numa conjuntura em que o Dão busca manter competitividade perante mercados com políticas tarifárias e mudanças no comportamento do consumidor, mantendo o foco na sustentabilidade e no valor agregado da produção.
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