- Cerca de 75% dos contratos de crédito à habitação têm uma prestação igual ou inferior a 522 euros mensais.
- A maioria dos empréstimos para habitação utiliza taxa variável, com predomínio da Euribor a seis meses.
- Menos de 5% dos contratos têm taxas fixas durante todo o período.
- Em fevereiro, 22% dos novos contratos foram a taxa variável e cerca de 76% a taxa mista.
- A Euribor tem subido desde junho de 2022, e a perspetiva é de que as prestações possam aumentar com o aumento das taxas directoras do BCE.
Cerca de 75% dos contratos de crédito à habitação para residência própria apresentam uma prestação mensal igual ou inferior a 522 euros, segundo a caracterização publicada pelo Banco de Portugal (BdP). A restante fatia abrange prestações superiores, com variações entre contratos.
A revisão das mensalidades tem ocorrido de forma trimestral, semestral ou anual em pouco mais da metade dos empréstimos. Isto implica que há risco de aumentos das prestações nos próximos meses, dependendo da evolução das taxas.
A maioria dos empréstimos para compra de casa em Portugal continua com taxas variáveis, com predomínio da Euribor a seis meses. Menos de 5% têm taxas fixas durante todo o período contratual, de acordo com o BdP.
Em fevereiro, apenas 22% dos novos contratos para habitação foram firmados com taxa variável, comparativamente a cerca de 76% com taxa mista. A opção mista oferece prestações estáveis nos primeiros anos.
Tendências de taxa e contexto económico
A taxa variável perde peso no conjunto dos contratos, após o agravamento da Euribor iniciado em junho de 2022, quando as taxas passaram de negativas a positivas. A expectativa para este ano aponta para novo aumento da Euribor, já refletido em subidas em todos os prazos.
O BdP observa que as perspetivas de política monetária dependem da inflação, associada ao contexto geopolítico. Em resposta, o Banco Central Europeu pode continuar a subir as taxas diretoras.
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