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Uzbequistão fortalece hub de carga euro-asiático e fluxos entre Europa e Ásia

Navoi reforça hub logístico euro‑asiático com terminal de carga, mais combustível e regime de porto-franco, para acelerar trânsito entre Europa, Ásia e Médio Oriente

Aeroporto Internacional de Navoi, no Uzbequistão, serve atualmente companhias aéreas como Maersk, MNG, MyFreighter e FlyKhiva
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  • O Aeroporto Internacional de Navoi, no Uzbequistão, está a ampliar a capacidade de carga com um terminal de 16 mil metros quadrados para atrair fluxos entre a Europa, a Ásia e o Médio Oriente.
  • A expansão inclui aumento da capacidade de armazenamento de combustível de aviação para 15 mil toneladas, com uma nova infraestrutura de armazenamento e zonas operacionais especializadas para acelerar o manuseamento de carga.
  • Vai funcionar num regime aduaneiro de porto-franco, permitindo importar, armazenar, transformar e reexportar mercadorias sem direitos, para reduzir tempos de trânsito.
  • Estão planeados serviços para consolidar e reembalar envios, além de um parque TIR para transporte rodoviário internacional, com apoio logístico e documentação aduaneira.
  • Até 2029, o projeto prevê um centro de manutenção (MRO) para aeronaves de fuselagem larga e a expansão contínua de terminais e áreas de armazenagem, visando atrair operadores globais de logística.

O Aeroporto Internacional de Navoi, no centro do Uzbequistão, está a reforçar a sua posição como hub de carga euro-asiático. Um novo terminal de carga aumenta a capacidade, enquanto o regime aduaneiro isento de taxas reduz tempos e custos de trânsito. A estratégia visa atrair companhias aéreas e operadores logísticos entre Europa e Ásia.

A infraestrutura aeroportuária beneficia de condições de voo estáveis, baixa humidade e proximidade a zonas industriais, áreas económicas especiais e redes ferroviárias. Estas características fortalecem a integração entre transporte aéreo, rodoviário e ferroviário.

O objetivo é consolidar Navoi como plataforma multimodal para carga intercontinental, acelerando operações de envio entre a Europa, a Ásia e o Médio Oriente. A reverberação esperada está ligada à redução de tempos de escala e de trânsito.

Expansão de infraestruturas e capacidade de carga

O terminal de carga, com 16 000 m², destina-se a carga geral, mercadorias sensíveis, envios de comércio eletrónico, correio expresso e postal. A construção acompanha o crescimento do volume de carga.

A ampliação da armazenagem de combustível de aviação adiciona 10 000 toneladas, elevando a reserva total para 15 000 t. A meta é suportar mais voos de carga e manter a operação estável.

Zonas operacionais especializadas vão acelerar o processamento de carga, envios expresso e serviços postais. O foco é reduzir tempos de escala e melhorar a eficiência no manuseamento.

Regime aduaneiro e integração em corredores

O aeroporto opera com a Zona Económica Livre de Navoi e polos industriais adjacentes, conectando transporte aéreo, ferroviário e rodoviário. A rede abrange rotas que ligam a Ásia Central, a Europa e o Médio Oriente.

Companhias aéreas como Maersk, MNG, MyFreighter e FlyKhiva já utilizam as instalações, refletindo o aumento do interesse de operadores da região. O aeroporto assegura escalas técnicas para aeronaves de grande porte.

Um regime de porto-franco permite importar, armazenar, transformar e reexportar mercadorias sem direitos ou impostos. O sistema facilita consolidação, fracionamento e reempacotagem, aumentando a flexibilidade logística.

A zona oferece ainda serviços técnicos de aeronaves, com isenções até 1 de janeiro de 2029, reforçando a atratividade para operações intercontinentais.

Serviços futuros e perspetivas de investimento

Até 2029, Navoi planeia um centro de manutenção, reparação e revisão (MRO) com hangares para fuselagem larga, visando atrair companhias internacionais que necessitam de apoio técnico na região.

Um parque TIR está em desenvolvimento para facilitar o transporte rodoviário internacional, com capacidade para até 50 camiões. O espaço agregará documentação aduaneira e desalfandegamento.

O complexo prevê alojamento, refeitório 24 horas e videovigilância para segurança. Zonas de descanso para inspetores asseguram operações contínuas.

A estratégia global inclui expansão adicional de terminais, áreas de armazenamento, parques logísticos e centros de distribuição, bem como maior capacidade de combustível e soluções para o comércio eletrónico.

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