- O preço do borrego produzido no Alentejo caiu ligeiramente nesta Páscoa: o borrego de trinta quilos passou de cento e sessenta euros para cento e cinquenta euros.
- Em Portalegre, o agrupamento Natur-al-Carnes, com cerca de cento e fifty produtores, diz que o produto continua caro apesar de manter o volume de vendas.
- Dois leilões, em Évora, foram organizados pela ANCORME e pela AJASUL para acompanhar a procura: dois mil e doze borregos no primeiro, dois mil e seiscentos e oitenta e seis no segundo.
- Na zona do Campo Branco, o preço ronda cento e quarenta euros, depois de ter estado entre cento e sessenta e cinco e cento e setenta euros, devido ao menor envio para exportação, especialmente para Israel, e à falta de barcos pela guerra.
- O mercado nacional manteve-se relativamente estável; as grandes superfícies recorreram mais ao mercado externo, e o efetivo de ovinos diminuiu devido à língua azul e ao mau tempo.
O preço do borrego produzido no Alentejo registou uma ligeira queda nesta Páscoa. Segundo dirigentes locais, um borrego de 30 quilos passou de 160 euros para 150 euros face ao ano anterior. A queda foi comunicada pela coordenadora do Agrupamento de Produtores Pecuários do Norte Alentejano, Natur-al-Carnes.
A responsável, que lidera um agrupamento com cerca de 150 produtores no distrito de Portalegre, acrescentou que o borrego continua caro, ainda que o volume de vendas tenha-se mantido estável em comparação com outros anos. A diminuição é mais visível entre os operadores.
Tiago Perloiro, secretário técnico da ANCORME, confirmou à Lusa uma quebra de cerca de 10 euros, destacando que o mercado não caiu mais devido aos ciclos de produção festivos. A produção pecuária tem picos de venda em Natal e Páscoa, gerando maior oferta no campo.
A ANCORME, em conjunto com a AJASUL, organizou dois leilões em Évora, em vez de um, para acompanhar a procura. No primeiro leilão participaram 2 012 borregos e no segundo, 2 686, indicando disponibilidade de animais no mercado.
Mais a sul, no Campo Branco, o preço de um borrego de 30 quilos ronda 140 euros, face a 165-170 euros de há um a dois meses. A explicação aponta para menor volume exportado, especialmente para Israel, por interrupções logísticas associadas à guerra.
O presidente do Campo Branco destacou que o mercado nacional manteve-se relativamente estável, com grandes superfícies a recorrer ao mercado externo para abastecimento, citando dificuldade de acompanhar os preços em Portugal.
O responsável acrescentou que os ovinos na região sofreram uma redução substancial no outono e inverno, devido à doença da língua azul e às más condições meteorológicas, o que afetou a mortalidade dos rebanhos.
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