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BCE prevê inflação de 3,1% no segundo trimestre

BCE antecipa inflação a acelerar para 3,1 por cento no segundo trimestre de 2026, antes de recuar para 2,8 por cento no terceiro, com riscos energéticos no Médio Oriente

BCE, liderado por Christine Lagarde, tem a próxima reunião sobre política monetária no final deste mês
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  • O BCE prevê inflação de 3,1% na zona euro no segundo trimestre de 2026, devido ao aumento dos preços da energia causado pela guerra no Médio Oriente.
  • A inflação deverá cair para 2,8% no terceiro trimestre, antevendo queda nos preços das matérias-primas energéticas, conforme contratos futuros.
  • A inflação no curto prazo deve permanecer acima de 2%, com o BCE a alertar que uma guerra prolongada pode elevar ainda mais os preços da energia.
  • As taxas de juro sobre depósitos mantiveram-se em 2% em março; alguns membros consideraram prematuro subir as taxas no final de abril.
  • Os preços do petróleo subiram cerca de 84% desde 18 de dezembro de 2025, a ~104 dólares por barril, com impactos no transporte global e vulnerabilidade dos preços do gás devido ao baixo armazenamento na Europa.

O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação na zona euro acelere para 3,1% no segundo trimestre de 2026, impulsionada pelo aumento dos preços da energia devido ao conflito no Médio Oriente. A projeção está no último boletim económico.

A instituição antecipa depois uma descida da inflação para 2,8% no terceiro trimestre, com a melhoria associada à queda esperada dos preços das matérias-primas energéticas, conforme contratos futuros. A meta a curto prazo fica acima de 2%.

O BCE destaca que uma guerra prolongada no Médio Oriente pode provocar um aumento maior e mais duradouro dos preços da energia, o que elevaria a inflação na zona euro. O cenário depende ainda de choques adicionais no abastecimento.

Taxas de juro e política

O BCE manteve as taxas de juro sobre depósitos em 2% em março. Em abril, alguns membros do Conselho de Governadores consideraram prematuro subir os custos de financiamento, enquanto outros ponderaram a hipótese.

Segundo o organismo, o aumento da inflação poderá ser mais intenso se os salários crescerem em resposta à energia, ou se ocorrerem interrupções mais amplas nas cadeias de abastecimento globais.

O BCE observa ainda que as expectativas de inflação nos mercados financeiros subiram no curto prazo, mas permanecem estáveis perto de 2% a longo prazo. A previsão aponta para um crescimento moderado do PIB na zona euro.

Energia e comércio internacional

Os preços do petróleo subiram cerca de 84% desde 18 de dezembro de 2025, situando-se perto de 104 dólares por barril após ataques e retaliações na região. O BCE cita menor trânsito pelo Estreito de Ormuz como fator de custos de transporte.

A instituição também aponta que os preços do gás têm sido vulneráveis devido aos baixos níveis de armazenamento na Europa. Contudo, a exposição do comércio mundial permanece limitada.

O BCE acrescenta que o volume de navios no Golfo Pérsico representa cerca de 1,6% da capacidade global de transporte de contentores, com desvio significativo de tráfego pelo Cabo da Boa Esperança desde o aumento dos riscos no Canal de Suez.

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