- Desde abril de 2024, os preços das casas em Portugal têm subido sem interrupção, com a variação homóloga a crescer cerca de 27% entre o 2º trimestre de 2024 e o 4º trimestre de 2025, segundo o INE.
- No ano de 2025, os preços aumentaram 17,6% face a 2024, atingindo um máximo histórico; a média de venda por casa foi de cerca de 242 mil euros.
- Na Grande Lisboa, o custo das habitações é o mais alto do país, acima de 390 mil euros em média; no 4º trimestre de 2025, o preço médio de transação ultrapassou os 250 mil euros.
- A avaliação bancária da habitação continua a subir, com a mediana de euros por metro quadrado a 2.122 €, mais 17,2% face a 2025, no mês de fevereiro de 2026.
- O governo implementou medidas desde agosto de 2024, incluindo garantia pública de 100% para jovens até 35 anos, reduções fiscais para senhorios e isenções de impostos sob condições, com novos diplomas esperados em 180 dias.
O preço das casas em Portugal continua a subir de forma sustentada desde o início do mandato do primeiro Governo de Luís Montenegro, em 2 de abril de 2024. Dados oficiais indicam um aumento da municipalização de valores, agravando a crise habitacional existente há anos e que ainda não encontrou uma solução sustentável.
Entre o segundo trimestre de 2024 e o quarto trimestre de 2025, a variação homologa dos preços da habitação indicou um incremento aproximado de 27%, segundo o INE. Em 2025, a subida anual ficou em 17,6%, alcançando máximos históricos desde o início da série em 2009. A venda média de casas em 2025 foi de cerca de 242 mil euros.
Na Grande Lisboa, os preços são os mais elevados do país, com valores médios acima de 390 mil euros. No quarto trimestre de 2025, os preços aceleraram para quase 18,9% face ao mesmo período de 2024, com o preço médio por imóvel acima de 250 mil euros.
A avaliação bancária da habitação também bateu recordes, com o valor mediano por metro quadrado a atingir 2.122 euros em fevereiro de 2026, +17,2% face ao ano anterior. Este é o 27.º mês consecutivo de subida da avaliação, segundo o INE.
Medidas do Governo e impacto
Um estudo do BdP, divulgado em dezembro, aponta como causas a subida da procura e o aumento do número de famílias, estimado em cerca de 35 mil por ano, aliado a uma oferta mais lenta, com cerca de 22 mil alojamentos novos entre 2021 e 2024.
Desde agosto de 2024, o Governo tem implementado medidas para responder à crise, como garantias públicas de financiamento para jovens até 35 anos e isenções de IMT e de imposto do selo. A garantia permite 100% de financiamento para a compra da primeira habitação, sendo utilizada por cerca de 25 mil contratos até 2025.
Entre 2025, as compras por jovens com a garantia representaram 15% do número de contratos e 20% do montante emprestado. O BdP alerta, no entanto, para o aumento do risco de crédito, já que jovens com menor rendimento podem ter maior alargamento do prazo de pagamento.
Em janeiro de 2026, o Governo aprovou um segundo conjunto de medidas para ampliar a oferta habitacional, com prazo de 180 dias para publicação dos diplomas. Entre as medidas, para senhorios, redução do IRS de 25% para 10% para libertar mais casas para arrendamento e isenção de tributação de mais-valias quando reinvestidas em imóveis para arrendamento.
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