- O PSD vai chamar ao parlamento o ex-governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, e a presidente do Conselho das Finanças Públicas, Nazaré Costa Cabral, para explicar a divergência entre previsões e o excedente orçamental de 2025.
- O deputado Hugo Carneiro anunciou o requerimento durante uma audição ao ministro das Finanças, referindo possível instrumentalização do BdP para a agenda política de Centeno.
- Joaquin Miranda Sarmento salientou diferenças entre as previsões das instituições e o resultado final, sobretudo desde a entrada da Aliança Democrática (AD) no governo.
- O ministro destacou que as previsões de setembro do CFP, com a exceção da pandemia, costumam ficar muito próximas do saldo apurado, indicando um modelo bem calibrado.
- Sobre o Banco de Portugal, o ministro disse que as previsões para o ano estão em linha com o resultado final, à exceção de 2025, e que a revisão de setembro de 2025 mantém saldo nulo.
O PSD pretende levar o ex-governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, e a presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP), Nazaré Costa Cabral, ao parlamento. O objetivo é explicar a divergência entre as previsões e o excedente orçamental alcançado em 2025.
A iniciativa foi anunciada pelo deputado socialista-democrata Hugo Carneiro numa audição com o ministro das Finanças. O requerimento visa esclarecer como se explicam as diferenças entre as projeções e os resultados, desde que a atual maioria chegou ao poder.
Joaquim Miranda Sarmento destacou, na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, que as divergências entre previsões e resultados têm surgido desde o início do Governo da aliança. reiterou críticas à despesa líquida primária.
Contexto: previsões e divergências
O ministro mencionou que as previsões do CFP de setembro, com exceção da pandemia, costumam aproximar-se do saldo efetivo, indicando um modelo bem calibrado. A revisão de setembro de 2025 mantém a previsão de saldo zero.
Relativamente ao Banco de Portugal, o ministro frisou que o banco realiza previsões orçamentais desde 2023, o que não é comum entre bancos centrais. As previsões para o ano em curso estão, no entanto, alinhadas com o resultado final, à exceção de 2025.
O ministro afirmou que não fará considerações políticas sobre o assunto, deixando aos atores públicos a livre conclusão das suas leituras.
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