- Mais de mil famílias afetadas pelas tempestades pediram para suspender o crédito à habitação.
- A norma prevê uma moratória de 90 dias nos empréstimos às empresas e no crédito à habitação própria e permanente, com possível extensão por mais 12 meses.
- A maioria dos pedidos recebidos pela Caixa Geral de Depósitos e pelo Santander foi aceite.
- As duas instituições receberam ainda mais de duas mil solicitações para a reconstrução de empresas.
- O Banco de Portugal admite que os eventos extremos aumentam os riscos para o setor bancário.
O Governo de Portugal apresentou um pacote de 15 medidas para apoiar famílias e empresas afetadas pelas tempestades dos últimos meses. Entre as medidas está a moratória de 90 dias nos empréstimos às empresas e no crédito à habitação própria e permanente, com possibilidade de extensão por mais 12 meses.
A norma permite suspender os pagamentos durante três meses, sendo prevista a prorrogação por mais um ano. A decisão visa mitigar dificuldades financeiras provocadas pelas condições climáticas extremas e facilitar a reconstrução.
Mais de mil famílias já pediram a suspensão do crédito à habitação. A Caixa Geral de Depósitos e o Santander têm registado a maioria dos pedidos, com pouquíssima rejeição. As instituições receberam igualmente mais de duas mil solicitações para reconversão de empresas.
O Banco de Portugal reconhece que os eventos extremos elevam os riscos para o setor bancário, situando o desafio principalmente na gestão de crédito e qualidade de ativos. A autoridade mantém vigilância sobre o setor e aspetos de solvência.
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