Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Autoridade da Concorrência investiga venda a menores por gigantes da beleza

Autoridade da Concorrência investiga Sephora Italia e Benefit Cosmetics/LVMH Profumi e Cosmetici Italia por práticas de marketing que induzem menores a usar cosméticos precocemente, com riscos psicológicos e familiares

Departamento de beleza
0:00
Carregando...
0:00
  • A Autoridade da Concorrência italiana (AGCM) abriu dois inquéritos contra Sephora Italia e contra Benefit Cosmetics e LVMH Profumi e Cosmetici Italia por alegadas práticas comerciais desleais que incentivariam o uso precoce de cosméticos por menores.
  • Foram efetuadas inspeções aos escritórios das empresas, na quinta-feira, com o apoio da Guardia di Finanza.
  • A investigação analisa marketing via redes sociais e o uso de micro-influenciadores para encorajar compras compulsivas de máscaras faciais, séruns e cremes anti-idade por jovens.
  • O fenómeno, designado “cosmetorexia”, refere-se à obsessão de menores por cuidados de pele e à procura de produtos caros, impulsionada por tendências nas redes sociais.
  • Especialistas destacam riscos psicológicos e de autoestima, bem como a possível responsabilidade do ambiente familiar, em que há permissividade no uso de smartphones e conteúdos sociais.

A Autoridade da Concorrência italiana (AGCM) abriu dois inquéritos por práticas comerciais desleais relacionadas com a utilização precoce de cosméticos por menores de idade. O processo envolve a Sephora Italia e a Benefit Cosmetics, pertencente ao grupo LVMH Profumi e Cosmetici Italia. As ações foram anunciadas na sexta-feira pela AGCM.

Segundo o comunicado, as investigações abrangem alegadas omissões de informação e engano com o objetivo de incentivar a compra de cosméticos por adultos e, principalmente, por crianças e adolescentes, incluindo menores de 10 a 12 anos. As inspeções ocorreram nos escritórios das empresas, com o apoio da Guardia di Finanza.

O fenómeno em foco é denominado cosmeertexia, que descreve a obsessão de menores pelos cuidados com a pele. A AGCM aponta para uma rápida expansão desta tendência, com jovens a usar maquilhagem e cremes caros, muitas vezes através de conteúdos partilhados em redes sociais.

As plataformas digitais aparecem como elemento central na investigação, já que as redes sociais facilitaram o surgimento de estratégias de marketing direccionadas a públicos jovens. A AGCM acusa as empresas de recorrer a micro-influenciadores para fomentar compras, explorando a vulnerabilidade deste grupo.

Especialistas destacam ainda que a ansiedade associada à idade pode levar meninas muito novas a usar produtos anti-envelhecimento. O tema envolve impactos na autoestima e pode ser agravado por ambientes familiares com pouca supervisão sobre o uso de telemóveis e redes sociais.

O inquérito ocorre numa conjuntura em que a permissividade parental é também apontada como fator contributivo. A AGCM não avançou detalhes sobre sanções ou prazos, limitando-se a referir que a investigação prossegue para apurar responsabilidades.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais