- Álvaro Santos Pereira vai ser ouvido na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública do Parlamento sobre as regras que regulam os acordos de reforma para dirigentes do Banco de Portugal, a regulação do setor de intermediários de crédito e o processo “cartel da banca”.
- O tema inclui a reforma antecipada de Mário Centeno, requerimento apresentado pelo Chega e aprovado por unanimidade por Chega, PSD e PS.
- Centeno, aos 59 anos, deverá receber cerca de 10 mil euros por mês, pagos pelo fundo de pensões do BdP; surgem dúvidas sobre a forma de cálculo, nomeadamente referente à idade e aos anos de descontos.
- Álvaro Santos Pereira já disse que o banco vai poupar 2,2 milhões de euros com o acordo de reforma de Centeno.
Álvaro Santos Pereira vai ser ouvido no Parlamento na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, para esclarecer as regras dos acordos de reforma dos dirigentes do BdP, a regulação dos intermediários de crédito e o processo conhecido como cartel da banca.
A audiência ocorre no dia 1 de abril, no Parlamento, e visa esclarecer o enquadramento regulatório desses temas junto dos Deputados, na perspetiva de fiscalização.
A convocatória explica que o objetivo é apresentar detalhes sobre as regras que regem as reformas dos dirigentes do Banco de Portugal, bem como a supervisão dos intermediários de crédito em Portugal e o referido processo de cartel da banca.
Reforma de Centeno
O requerimento da discussão sobre a reforma antecipada de Mário Centeno foi apresentado pelo Chega e aprovado por unanimidade pela bancada do Chega, PSD e PS na mesma comissão.
Centeno, aos 59 anos, deverá receber perto de 10 mil euros mensais, pagos pelo fundo de pensões do BdP, embora haja dúvidas sobre o cálculo dos rendimentos obitidos com a reforma.
Álvaro Santos Pereira já afirmou que o acordo de reforma com Centeno permitirá ao BdP poupar cerca de 2,2 milhões de euros, com base nos valores hipoteticamente devidos ao dirigente caso permanecesse ligado à instituição.
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